Pular para o conteúdo principal

Postagens

Do Pó ao Pó

_Positivo. _Parabéns! _Estou muito ansiosa. _Sua barriga está linda! _Roupa alguma me serve, estou enorme. _Foi cesariana? _Chora por estar nascendo os dentinhos. _Falou papai, primeiro? _Corre pela casa inteira. _Chorou muito no primeiro dia de aula? _Crise da adolescência... _Qual carreira escolheu? _É um excelente profissional. _Quando se casarão? _Terceiro filho. _Divorciou-se? _Se da super bem com a segunda esposa. _Doente? _Missa de sétimo dia. _Faz tanto tempo que ele se foi... Obs. Este conjunto de frases tem por intenção ser um poema realizado a partir da observação de frases rotineiras que envolvem o transcorrer de uma vida, que vai mais rápido que se imagina. Saboreie a vida; ela passa.

CARTA AOS LEITORES

Caros leitores, quem são meus leitores? Não sei. Curioso; este mês estou com média de 37 visualizações ao dia, (apenas de Julho para cá já conto mais de três mil visitas), porém não há quase comentários em meus textos. Tudo bem; não sou famoso mesmo. Se eu fosse um sujeito famoso eu provavelmente teria mais comentaristas que visualizadores. E se eu fosse um sujeito famoso provavelmente eu não escreveria das coisas que escrevo, nem da maneira como escrevo, pois viriam os críticos, viriam empregadores, viriam bajuladores, invejosos, em fim, viria uma grande quantidade de pessoas que não vêm, e causariam as mais variadas influências sobre o que escrevo e eu correria o risco até mesmo de ter minha fama exorbitando minha cabeça, me transformando em algo menos espontâneo, menos livre, mais enquadrado, por assim dizer. Mediante este raciocínio que acabo de expor digo: “santo e sagrado é o leitor que vem, lê, não comenta, e volta para ler mais!” Postarei mais poesias para você, pois notei que ...

O AMOR É LINDO E DESCONHECE FRONTEIRAS!

Se você está acompanhando esta visita ao Brasil e possui entre 35 e 40 anos deve estar com um nó na garganta e olhos marejados, assim como eu estou agora; é que nos anos 80 esta senhora ainda era uma jovem loira polêmica, agitava as multidões com seus shows, gerava bilhões com seus discos, liderava as listas de hits e alimentava a mídia com seus escândalos; atualmente ela ainda é esse furacão de presença, porém sem o furor para os escândalos e empenhada nas questões humanitárias de nós humanitas. Hoje ela visita o Brasil como quem conhece uma chácara na periferia onde moram os pais do namorado, o jovem Genésio Light. Ah, isso é lindo! Hank arrancou lágrimas da cantora durante um jantar em sua casa, no Rio, ao dizer que doaria US$ 7 milhões para os projetos sociais da jovem senhora. Foi lindo! Segundo um vizinho do rapaz que é ex-amasio da filha da copeira de uma parenta de Hank, e é bilíngüe (português e gíria carioca), a conversa teria sido mais ou menos assim: Mãezona: I collect only...

O Céu de Anabela

Falarei de Anabela que é moça e não fala: Aconteceu que um dia Anabela sentiu a sua cabeça doer; doía demais. Era uma fase difícil, de grande stress, muita correria, prazos e metas a cumprir, um emaranhado de problemas para dar solução, coisas demais. Fato era que, Anabela já havia enfrentado diversas fases como aquela. Fato também que, Anabela sofria freqüentes dores de cabeça, porém aquela dor...Ah, aquela maldita dor de cabeça! Anabela procurou ajuda médica; mas dor de cabeça e stress quem não os tem em nossos dias tão corridos e tumultuados? Fora medicada, aconselhada a procurar um especialista para alguns exames, caso a dor não cedesse, e lá fora Anabela com uma receita em mãos de analgésico/relaxante e sua dor de cabeça para casa. Aquela dor de cabeça era algo mais que uma simples dor, era na verdade um pulsar violento dentro de seu cérebro que estava prestes a explodir. E não demorou a ocorrer a explosão do cérebro de Anabela. O sangue que estava contido em seus vasos e fluía le...

O Céu de Anabela: A Continuação

Quando Anabela perdeu sua fala, sua capacidade de caminhar, seus movimentos, seu controle sobre suas necessidades fisiológicas, sua vida profissional, social, era um período em que, ironicamente, ela se utilizava mais que qualquer outra coisa da comunicação verbal. A jovem expandia seus domínios profissionais, freqüentava cursos, era dinâmica, e assim cada vez mais respeitada em seu meio de trabalho. Veja quão irônico pode ser o destino que nos aguarda: Do stress da correria diária na imensa capital ao leito de hospital, passando por um dia normal, uma dor de cabeça, tal e tal. Agora seu mundo se restringia as quatro paredes amarelas de seu pequeno aposento de dois vírgula cinco metros quadrados. Seu mobiliário era composto por uma grande cama hospitalar em ferro maciço; antiga, cinza, um tanto descascada. Havia também uma cômoda em mogno onde ficavam suas roupas de cama, pijamas, fraldas, lençóis e no topo quatorze polegadas de bobagens e futilidades. E sobre um pequeno criado ficavam...

No Começo

Ele não teve mãe; Era um homem triste e solitário. Apegou-se a ela como se fora a única mulher na face da terra. Faria qualquer coisa por ela... Pobre homem! Ela era cheia de caprichos; Achava que o marido fosse rico; O dono do mundo. Aquela mulher tinha tudo... Ambiciosa, Não deu valor algum; Portou-se como uma víbora; Exigiu até o que lhe era oculto. De herdeiro único a traidor imundo! Confiança eterna a dão; Fraco, faz-se ladrão. Pobre homem! Agora do suor do rosto o pão, O vinho do sangue das mãos, "Não és mais bem vindo; Sois decepção!" Perdão?! ... Perdão! ... Perdoai-me. ... Devo partir então? ...É, vá.

Nós Humanidade.

Nós humanidade! Quem somos? Aqueles que matam; Ou os que morrem? Nós humanidade; Somos desumanidade? Os que choram; Ou os que fazem chorar? Jogamos crianças do oitavo andar; Difícil acreditar... Elas não sabem voar; No chão estão mortas ou feridas, Crianças e nada mais; Mas, humanidade... Ainda és humana? Hedionda, Odienta, Odiosa! Nós humanidade! Humanidade; Choras e faz chorar; És Santa; És Satanás. Ao saber nesta manhã do terrível crime cometido por um oficial russo, que atirou as filhas da companheira de uma altura de vinte metros, do oitavo andar do prédio onde viviam, possivelmente por ciúmes, enquanto a mãe das meninas gêmeas de oito anos supostamente estaria em um shopping; senti uma dor que não me é nova nem se vai facilmente; e esta dor impregnou-se em meu ser, e meu dia transcorreu triste, pesado, lento; como se algo assim fosse o nosso comum, nosso carma. Não é. É preciso chorar o luto, lutar. Este tipo de fato é o que mata algo dentro da gente; é o que nos deixa embrutecid...