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Cartas a Tás (20 de 60)

Ituverava, 30 de junho de 2009 Aqui estamos, Tás. Eu e essa simpatia que é Lucília Junqueira de Almeida Prado, autora de mais de 65 livros publicados, capaz de recitar poemas de sua autoria compostos com cantigas de roça, bem como poemas de Cora Coralina, feito uma menina sobre o palco. Estive novamente na feira do livro, engoli meu orgulho de vez e abracei a causa. Fui lá não para vingar-me, com críticas sobre o fabuloso evento, nutridas por minha derrota no prêmio Cora Coralina, mas sim, para divulgar a campanha Cartas a Tás, que agora ganhou um slogan; “Restitua a cidadania do menino encardido que ficou famoso e apátrida”. Tás, você é de Ituverava e Ituverava é sua, irmão. Espero que aprove, meu mestre, pois para servir nesta batalha tive que ser um bom perdedor. E não é bom perder, isso aprendemos nos primeiros anos de existência, acho até que já nascemos com este instinto, pois quando uma criança toma por força algum objeto que por ventura esteja em nossa posse, qual menino não se...

Cartas a Tás (19 de 60)

Ituverava, 26 de junho de 2009 (Morre Michael Jackson) Fostes um fanático pelo ídolo americano! No meio da garotada, no campão de terra batida, lá estava o pequeno Tás Jackson (como o chamavam na época) a correr de marcha ré, atrás da bola, a conduzindo de toquinho em toquinho de calcanhares. Descia veloz pela lateral direita para apoiar o ataque, sem jamais perder o domínio. Chutava e até cruzava, tudo de costas; memorável! Porém seu grande feito ocorrera fora dos gramados. Ano; 1982: Local; programa de calouros Barros de Alencar: Evento; Grande final do concurso de imitadores de Michael Jackson. Lembra, Tás? Ali estava o tímido garoto ituveravense, o Marcelin das audições de piano da Associação, dos concursos de canto e dança da mesma... Bastava que as caixas de som vibrassem, ao executar Billy Jim, para que o franzino jovem branco se metamorfoseasse na sensação do pop underguaund nacional e mais tarde mundial. Tás, você seria o último calouro a se apresentar naquela final, todos dav...

Cartas a Tás (18 de 60)

Ituverava, 24 de junho de 2009 É Tás, o lance entre eu e a Adrix, sobre ela ler meus contos, rolou cara; ela leu, adorou, mas não disse nada, é o jeito dela, eu entendo, é ela, e basta. Essa garota é mesmo uma diva da música brasileira. Já notou como existe alma, profundidade e magnetismo quando ela canta e no que ela compõe? Ela tem um caso de amor verdadeiro com a terra de Camões pelo que pude perceber. Às vezes, quando leio Saga Lusa, penso que o livro foi só um lance para limpar a barra dela com os patrícios; devido a semana desastrosa na turnê da Bad Trip. Ainda há pouco eu a ouvia no meu radinho de pilhas, aquele mesmo que seu tio Zé usava no “trampo” de guarda noturno. Estava tocando a canção: “Mais feliz”, da Adrix. Cara, quanta coincidência! Mas mudando um pouco o rumo da prosa: Estou muito contente por dispor de algumas poucas horas de meu dia para dedicar-me à escrita. Adquiri também alguma ferramenta útil na lapidação desse diamante bruto que creio habitar meu ser. Não sou ...

Cartas a Tás (17 de 60; Parte I)

Ituverava, 23 de junho de 2009 É meu caro Tás, conheci a Adriana Calcanhotto, que já me conhecia e, agora somos grandes amigos! Na verdade, quando fui até ela, meu propósito era defender a tua cidadania natal e não impressionar a moçoila, como verá que ocorreu. Humildemente me expressei perguntando se ela o conhecia, conterrâneo; Expliquei sua condição de apátrida. Ela olhou-me nos olhos com cara de interrogação, sorriu e indagou: _Jogou onde este seu amigo? Expliquei tratar-se do Tás do CQC, do Cocão da USP, do finado Ernesto Varella, Professor Tibúcio, enfim, disse a ela que somos de Ituverava e que eu estava divulgando o projeto de nobre propósito (Cartas a Tás), parará, parará. Ela continuou com o mesmo ar interrogativo: _Mas qual Tás? Achei que falasse do Tarcisio Meira na sua série (Cartas a Tás), até disse para uma amiga que não sabia que o Meira tinha este apelido e muito menos que era de sua cidade, Jefh! Então, antes que se prolongasse aquela situação ela interrompeu-me ped...

Cartas a Tás (17 de 60; Parte II)

Jefh: _Você quer que eu aceite este livro? É isso? Adrix: _Sim, por favor.

Cartas a Tás (17 de 60; Parte III)

Jefh: _Aceito, contanto que você aceite este conto que acabo de fazer ali no banco da praça XV. Adrix: _Meu Deus, é uma honra, obrigada!

Cartas a Tás (17 de 60; Parte IV)

Adrix: _Sou sua fã, acompanho seu blog todos os dias, fico lendo e relendo seus textos. Posso te dar um beijo? Jefh: _Como assim um beijo? Adrix: _Um beijo oras. Pode ser? Um selinho. Jefh: _Desculpe Adrix, mas sou comprometido. Adrix: _Então uma foto, por favor, para eternizar este momento.