
Ituverava, 26 de junho de 2009 (Morre Michael Jackson)
Fostes um fanático pelo ídolo americano! No meio da garotada, no campão de terra batida, lá estava o pequeno Tás Jackson (como o chamavam na época) a correr de marcha ré, atrás da bola, a conduzindo de toquinho em toquinho de calcanhares. Descia veloz pela lateral direita para apoiar o ataque, sem jamais perder o domínio. Chutava e até cruzava, tudo de costas; memorável!
Porém seu grande feito ocorrera fora dos gramados.
Ano; 1982: Local; programa de calouros Barros de Alencar: Evento; Grande final do concurso de imitadores de Michael Jackson. Lembra, Tás?
Ali estava o tímido garoto ituveravense, o Marcelin das audições de piano da Associação, dos concursos de canto e dança da mesma...
Bastava que as caixas de som vibrassem, ao executar Billy Jim, para que o franzino jovem branco se metamorfoseasse na sensação do pop underguaund nacional e mais tarde mundial.
Tás, você seria o último calouro a se apresentar naquela final, todos davam por certa a sua incontestável vitória. Lembra, amigo? Torcemos tanto por você... Ai de nós!
Você se aquecia com sua roupinha preta, toda em veludo cotelê, sapatinhos especiais com solado de madeira, confeccionados pelo Barrela especialmente para aquela final, untados com sebo de vaca fresco, tudo para facilitar seu deslize de marcha ré. O auditório aos gritos, emoções a flor da pele, então, Barros de Alencar anunciou: “Que entre o grande finalista Tás Jackson de Ituveravaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!”A emoção foi demais, e ao iniciar a antológica Billy Jim, o jovem dançarino sofreu um entorse gravíssimo no tornozelo direito, com fratura exposta, indo ao solo. Mas o garoto possuía fibra, exibiu um profissionalismo de dar inveja até na Gisele Bündchen ao cair do salto; tremeu, gemeu, estrebuchou-se, virou os olhos, e salivou profusamente. Iniciou ali no chão uma coreografia improvisada. Com muito custo ergueu-se, arrastando a perna fraturada, com movimentos de ombros, braços e pescoço levou a platéia ao delírio, caiu outras três vezes, se ergueu das três quedas. A platéia ria que se mijava, achou que tudo estivesse ensaiado. Você, Old Boy, terminou sua apresentação sendo retirado do palco de maca. Não levou o prêmio, mas teve uma menção honrosa e as despesas todas pagas pelo SUS. Até hoje nos emocionamos aqui na terrinha ao lembrar do episódio. Mais tarde a glória. A fita do programa rodaria os quatro cantos do mundo, e chegaria nas mãos de nada mais que o próprio Jackson, que se inspirou na sua apresentação para criar o clipe da música Thriller, que já estava gravada, porém sem um vídeo. O homem foi generoso com você, amigo. Levou-lhe para passar uma temporada em Neverland, lhe deu doces, contou historinhas, mas esta é outra história que nos lembraremos noutra feita, amigo.
Fostes um fanático pelo ídolo americano! No meio da garotada, no campão de terra batida, lá estava o pequeno Tás Jackson (como o chamavam na época) a correr de marcha ré, atrás da bola, a conduzindo de toquinho em toquinho de calcanhares. Descia veloz pela lateral direita para apoiar o ataque, sem jamais perder o domínio. Chutava e até cruzava, tudo de costas; memorável!
Porém seu grande feito ocorrera fora dos gramados.
Ano; 1982: Local; programa de calouros Barros de Alencar: Evento; Grande final do concurso de imitadores de Michael Jackson. Lembra, Tás?
Ali estava o tímido garoto ituveravense, o Marcelin das audições de piano da Associação, dos concursos de canto e dança da mesma...
Bastava que as caixas de som vibrassem, ao executar Billy Jim, para que o franzino jovem branco se metamorfoseasse na sensação do pop underguaund nacional e mais tarde mundial.
Tás, você seria o último calouro a se apresentar naquela final, todos davam por certa a sua incontestável vitória. Lembra, amigo? Torcemos tanto por você... Ai de nós!
Você se aquecia com sua roupinha preta, toda em veludo cotelê, sapatinhos especiais com solado de madeira, confeccionados pelo Barrela especialmente para aquela final, untados com sebo de vaca fresco, tudo para facilitar seu deslize de marcha ré. O auditório aos gritos, emoções a flor da pele, então, Barros de Alencar anunciou: “Que entre o grande finalista Tás Jackson de Ituveravaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!”A emoção foi demais, e ao iniciar a antológica Billy Jim, o jovem dançarino sofreu um entorse gravíssimo no tornozelo direito, com fratura exposta, indo ao solo. Mas o garoto possuía fibra, exibiu um profissionalismo de dar inveja até na Gisele Bündchen ao cair do salto; tremeu, gemeu, estrebuchou-se, virou os olhos, e salivou profusamente. Iniciou ali no chão uma coreografia improvisada. Com muito custo ergueu-se, arrastando a perna fraturada, com movimentos de ombros, braços e pescoço levou a platéia ao delírio, caiu outras três vezes, se ergueu das três quedas. A platéia ria que se mijava, achou que tudo estivesse ensaiado. Você, Old Boy, terminou sua apresentação sendo retirado do palco de maca. Não levou o prêmio, mas teve uma menção honrosa e as despesas todas pagas pelo SUS. Até hoje nos emocionamos aqui na terrinha ao lembrar do episódio. Mais tarde a glória. A fita do programa rodaria os quatro cantos do mundo, e chegaria nas mãos de nada mais que o próprio Jackson, que se inspirou na sua apresentação para criar o clipe da música Thriller, que já estava gravada, porém sem um vídeo. O homem foi generoso com você, amigo. Levou-lhe para passar uma temporada em Neverland, lhe deu doces, contou historinhas, mas esta é outra história que nos lembraremos noutra feita, amigo.
Comentários
Postar um comentário
Comente. É isso que o autor espera de você, leitor.