Era uma manhã de setembro quando o velho Alincourt chegou diante do belo lago de minha cidade, estacou sobre um terreno baldio sito à margem direita, ergueu ao alto os dois braços com ambos os punhos cerrados e vibrou de modo indescritível. No punho esquerdo o velho trouxe uma porção de terra em pó, poeira formada por noventa dias de estiagem. Ao abrir aquela mão, os vigorosos ventos de setembro levaram consigo a terra, que se desprendia e esvaía pelos ares, formando uma fina nuvem de poeira vermelha a andar no ar. O céu tornara-se vermelho, assim como a própria terra do lugar. Da mesma mão desprenderam-se folhas secas. Incontáveis folhas em tonalidades marrons, beges, amarelas. Um enorme urubu, atraído por um odor propagado pelo vento, passou a oferecer uma sombra circular sobre a cabeça do velho. Após a primeira ave, vieram outras da mesma espécie. Em pouco tempo eram seis, vinte e duas, trinta e cinco, cinqüenta e uma, mais de cento e três. Os ventos anunciaram uma carcaça canina...
A vida é a melhor cagada que o sujeito por dar.
ResponderExcluirDiscordo, mas respeito a sua liberdade de expressão. Obrigado por ler-me!
ResponderExcluirBocage, por exemplo, é dono de seu espaço; e quem sou eu para censurá-lo?
A Vida é o maior presente e oportunidade que Deus nos deu! Somos privilegiados por pertencer a uma raça pensante, criativa e com livre arbítrio... Não podemos é desperdiçar esse presente vivendo em função de coisas inúteis como soberba, vingança ou mau humor; Vamos celebrar a vida! Abrassss Jeferson, fica com Deus! Tom Galego
ResponderExcluirTom, obrigado meu amigo por sua visita, comentário e atenção de sempre. Mandou muito bem em sua definição de vida. Parabéns! Não deixe de visitar-me, é sempre muito bem vindo, amigo.
ResponderExcluirFala Jehf, tudo bem? Passando só para agradecer sua visita e seu comentário. Concordo com o que você disse, e penso que para você, que é um profissional da saúde, deve-se sempre olhar apenas o ser-humano, e nada mais. Aliás, tem que ser assim em qualquer profissão, em qualquer atividade, em tudo! Mas, sei lah, me aborreço com tanta purputina que as pessoas lançam, entende? Não falo dos homessexuais, falo de toda forçação de barra. Outro dia peguei ônibus com uma galera super irritante, ficavam falando alto, contando piadas idiotas e zuando todo mundo que viam na rua. Faziam questão de "dar showzinho". Isso me aborrece, gente que fica dando showzinho.
ResponderExcluirBom, chega de falar de mim, vamos a você! Parabéns pela poesia e pelo conto (achei o conto realmente maravilhoso!). Por favor, continue sempre me avisando deles!
Abraços!
Salve Zehca! Que bom que entendeu meu comentário sobre seu último post. Da para perceber nas suas palavras o seu aborrecimento com este tipo de situação urbana. É direito seu expressar-se, cara. E viva a liberdade dos novos escritores do novo movimento! É mesmo só assim que acontecerá algo relevante na cena da nova literatura: Experimentando a liberdade de expressão.
ResponderExcluirQue bom que gostou de meus escritos. Aprecio muito sua visita e comentários, amigo. Acho-lhe um jovem de grande talento e potencial.
Obrigado por vir a este humilde blog e até as próximas produções. Valeu!
A vida é o maior presente de Deus! Tudo na vida nos revela a relação que temos diretamente com o Criador, por isso devemos saber aproveitá-la dia apos dia na esperança de na outra vida recebermos a Graça de conviver com O PAI.Adorei a ideia de celebrar a vida...Devemos acordar agradecendo o DOM da VIDA. CELEBRAI SEMPRE!!! Abraço...Tenha uma abençoada semana!
ResponderExcluirA imagem casou com a vida, a poesia nos aproxima de sermos criança.
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