
Ituverava, 04 de setembro de 2009
Era para ter sido o mais lindo baile do Havaí. A A.A.I estava enfeitada como se fosse a própria Honolulu.
Memorável!
Desculpe Tás, sei que nunca cicatrizou por completo aquela ferida. Perdoe-me amigo. Errar é humano. Leia com atenção minha explanação e se ainda achar que há culpa em mim continue cumprindo o rigor deste ato de mordaça.
Veja que sou quase inocente.
Luzia Picolézeira, era a musa de 10 entre 10 garotos da época. A menina veneno de nossos olhos.
Ela tinha algo que inebriava a todos adolescentes, como uma sereia e seu canto doce a atrair marujos para as profundezas do mar; lembra, amigo?
Naquela época eu ainda tomava umas e outras, e todos estávamos meio altos. Você não passou bem após tomar a tal pinga envelhecida dentro do coco da Bahia. Foi retirado do salão e levado para o pronto socorro, onde permaneceria atado a um suporte para receber um soro glicosado na veia até amanhecer o dia. Oh que dia triste!
Eu e Luzia, ficamos sós, ali, conversando, dançando e bebendo a pequenos goles.
Meu amigo, não é nenhum segredo que naquela época Luzia era minha musa assim como a de uma geração inteira de rapazes ituveravenses. Aquele olhar convergente, aquela ptose palpebral maliciosa, seus belos vestidos de festa; em sua maioria, ou totalidade, vermelhos escarlate. Ai de mim, amigo! Ai de mim!
Falamos por horas, de você é claro, porém, após ás três horas da manhã, já riamos de você mais que falávamos, amigo.
Ás quatro horas; hora em que começaram as músicas de dançar mais coladinhos, ela disse ao pé do meu ouvido, sem nenhuma inocência na voz: “Preciso ir, pois estou com dor de barriga e tenho medo que aconteça o pior”. Eu, cavalheiro que sou, propus-me acompanhá-la até o toalete, mas ela disse que só conseguia em sua casa: _se é que você me entende.
Vi-me no dever de acompanha-la. Foi o que fiz; e como me arrependo daquele passeio pela madrugada.
Conversamos uma prosa ébria, ininteligível, por todo caminho. Éramos dois cães cambaleantes, vagabundos a cortar o belo jardim do éden da praça 10 de março.
De tanta náusea paramos algumas vezes no caminho afim de...você sabe; afim de aliviar o estômago, chamar o Hugo, o Juca, como dizemos por aqui.
De tanto passarmos mal acabou por gerar certa cumplicidade entre eu e a Picolezeira.
Mais alguns passos e... a cumplicidade aumentaria; a incontinência urinária da coitadinha constrangeu-a sobremodo.
Num estado deplorável chegamos diante o portãozinho de sua casa, totalmente desidratados, e carentes, é claro.
Tanta amizade puxou do íntimo a imensa admiração que nutríamos um pelo outro. Tanta admiração arrancou para fora os instintos que se sobrepuseram à razão.
E num momento de fraqueza mor, num desatino, como uma forma de reparação para aquela carência que nos dominara; nos beijamos.
Dona Rosa Ângela Maria, que estava em sua janela a espreitar os modos dos que desciam do baile, viu o beijo. E eficaz como o mais abrangente órgão de imprensa de nossa cidade, apressou-se em levar a novidade a todas comadres de ouvidos plantonistas.
Estava feito o escândalo: “Jefhcardoso fora pego aos amaços com Luzia Picolezeira, diante do portão da moça, enquanto o namorado dela, Tás, estava hospitalizado em estado grave, a beira de um coma alcoólico”.
Tás, eu assino “mea culpa”. Com o sangue do arrependimento que corre em minhas artérias. Se há alguma inocência no ato que quebrou nossa bela amizade, que sirva de semente para o ressurgimento desta, e que ela nasça como planta bela e vigorosa no solo de nossa bela morena de pele avermelhada Ituverava.Perdoa-me, amigo?
Era para ter sido o mais lindo baile do Havaí. A A.A.I estava enfeitada como se fosse a própria Honolulu.
Memorável!
Desculpe Tás, sei que nunca cicatrizou por completo aquela ferida. Perdoe-me amigo. Errar é humano. Leia com atenção minha explanação e se ainda achar que há culpa em mim continue cumprindo o rigor deste ato de mordaça.
Veja que sou quase inocente.
Luzia Picolézeira, era a musa de 10 entre 10 garotos da época. A menina veneno de nossos olhos.
Ela tinha algo que inebriava a todos adolescentes, como uma sereia e seu canto doce a atrair marujos para as profundezas do mar; lembra, amigo?
Naquela época eu ainda tomava umas e outras, e todos estávamos meio altos. Você não passou bem após tomar a tal pinga envelhecida dentro do coco da Bahia. Foi retirado do salão e levado para o pronto socorro, onde permaneceria atado a um suporte para receber um soro glicosado na veia até amanhecer o dia. Oh que dia triste!
Eu e Luzia, ficamos sós, ali, conversando, dançando e bebendo a pequenos goles.
Meu amigo, não é nenhum segredo que naquela época Luzia era minha musa assim como a de uma geração inteira de rapazes ituveravenses. Aquele olhar convergente, aquela ptose palpebral maliciosa, seus belos vestidos de festa; em sua maioria, ou totalidade, vermelhos escarlate. Ai de mim, amigo! Ai de mim!
Falamos por horas, de você é claro, porém, após ás três horas da manhã, já riamos de você mais que falávamos, amigo.
Ás quatro horas; hora em que começaram as músicas de dançar mais coladinhos, ela disse ao pé do meu ouvido, sem nenhuma inocência na voz: “Preciso ir, pois estou com dor de barriga e tenho medo que aconteça o pior”. Eu, cavalheiro que sou, propus-me acompanhá-la até o toalete, mas ela disse que só conseguia em sua casa: _se é que você me entende.
Vi-me no dever de acompanha-la. Foi o que fiz; e como me arrependo daquele passeio pela madrugada.
Conversamos uma prosa ébria, ininteligível, por todo caminho. Éramos dois cães cambaleantes, vagabundos a cortar o belo jardim do éden da praça 10 de março.
De tanta náusea paramos algumas vezes no caminho afim de...você sabe; afim de aliviar o estômago, chamar o Hugo, o Juca, como dizemos por aqui.
De tanto passarmos mal acabou por gerar certa cumplicidade entre eu e a Picolezeira.
Mais alguns passos e... a cumplicidade aumentaria; a incontinência urinária da coitadinha constrangeu-a sobremodo.
Num estado deplorável chegamos diante o portãozinho de sua casa, totalmente desidratados, e carentes, é claro.
Tanta amizade puxou do íntimo a imensa admiração que nutríamos um pelo outro. Tanta admiração arrancou para fora os instintos que se sobrepuseram à razão.
E num momento de fraqueza mor, num desatino, como uma forma de reparação para aquela carência que nos dominara; nos beijamos.
Dona Rosa Ângela Maria, que estava em sua janela a espreitar os modos dos que desciam do baile, viu o beijo. E eficaz como o mais abrangente órgão de imprensa de nossa cidade, apressou-se em levar a novidade a todas comadres de ouvidos plantonistas.
Estava feito o escândalo: “Jefhcardoso fora pego aos amaços com Luzia Picolezeira, diante do portão da moça, enquanto o namorado dela, Tás, estava hospitalizado em estado grave, a beira de um coma alcoólico”.
Tás, eu assino “mea culpa”. Com o sangue do arrependimento que corre em minhas artérias. Se há alguma inocência no ato que quebrou nossa bela amizade, que sirva de semente para o ressurgimento desta, e que ela nasça como planta bela e vigorosa no solo de nossa bela morena de pele avermelhada Ituverava.Perdoa-me, amigo?
Dr Jeferson , refletindo sobre seu conto ,e voltando o para os dias atuais , observo que errar é humano e aí daquele que nunca errou , Quem nunca errou que atire a primeira pedra ??não é ?? Aí de nós se fossemos submetidos a lei de tailão ....Perdoar é precisooooo!!!
ResponderExcluirParabens !!continuo acompanhando seu blog !
um abraço de Sua amiga Rafaela Juliana
Obrigado Dra Rafaela! Continue firme conosco; a luta continua.
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