Pular para o conteúdo principal

Cartas a Tás (16 de 60)







Ituverava, 22 de junho de 2009.



Estive neste final de semana num lugar fantástico! Uma verdadeira Meca da literatura nacional que fora montada em Ribeirão Preto, sobre a charmosa Praça XV. Você adoraria o evento, tenho certeza, ainda há tempo para sua visita (a propósito, aquele rapaz que trabalha com você no CQC... Aquele de jeito afeminado que possui certa fixação pelas partes masculinas... Esse mesmo, Tás; Ele esteve lá). Mais de 70 stands de mercadores de livros, eventos culturais acontecendo concomitantemente, gente das idéias boas dando palestras, entrevistas, artistas fazendo shows para o povo de modo irrestrito... Algo fantástico!
Grande multidão de rostos, personagens, figuras transitando, formando grossos cordões humanos nos corredores pejados de livros.
Tudo sobre o olhar crítico dos verdadeiros donos da praça, os hippes fora de época, que ficam observando como quem vê um grande movimento dentro de sua própria casa, o que de certa forma é. Faziam alguma piadinha zombando indiretamente deste ou daquele tipo “careta” que passava.
Vi também pessoas lendo nos bancos, transitando em grupos, muita gente de óculos, mais que o costume dos eventos públicos. Cada qual ia passando, lançando olhares nas bancas repletas de livros, alguns paravam e folheavam este ou aquele exemplar. Fantástico, Tás! Obvio que não se tratava de uma multidão de intelectuais, porém se fosse para você nomear uma tela feita com aquele tema, creio que a batizaria como: “Um Sonho De Intelectualidade”. Você sempre foi muito espirituoso, amigo. Rá, rá, rá...faz-me rir, faz-me rir.
Quando cheguei ao local do evento, no sábado à noite, havia gente feito formiga numa trilha que conduz ao formigueiro, que neste caso era um palco montado diante do Theatro Pedro II. Ali ocorreria um show da Adriana Calcanhotto, a Adrix: Oh Adriana, musa de minhas horas mais recentes! Por onde andará agora?
Cocão, Old Boy, tive o privilégio de conhece-la, toca-la e trocar algumas frases, inclusive ganhei um livro que ela escreveu (Saga Lusa), autografado. Mas isso lhe contarei com todos detalhes. Vale a pena, você vai ver.
Um pouco antes do Show visitei uma tenda dos escritores locais, havia uma grande variedade de títulos dispostos em prateleiras e em duas grandes mesas. Travei palestra com dois dos escritores, ambos foram muito simpáticos, um até citou um vizinho meu daqui de Ituverava, que recentemente lançou um livro, um romance.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Verbo Blogar

O Blog, á nossa maneira, á maneira do blogueiro amador, blogueiro por amor, não dá dinheiro; mas dá prazer. Isso sim. Quando bem trabalhado dá muito prazer. Quando elaboramos uma postagem nos percorre os sentidos uma onda de alegria. Somos tomados por uma euforia pueril. Tornamo-nos escritores ou escritoras que “parem” seus filhos; tornamo-nos editores; ou produtores; ou mesmo jornalistas, ainda que não o sejamos; tornamo-nos poetas e poetisas; contistas e cronistas; romancistas; críticos até. Queremos compartilhar o quanto antes aquilo que criamos. Criar é uma parte deliciosa do “blogar”; e blogar é a expressão máxima da democratização literária – e os profissionais que não façam caretas, pois, se somarmos todos os leitores de blog que há por aí divididos fraternalmente entre os milhões de blogs espalhados pelo grande mundo virtual, teremos mais leitores que Dan Brown e muitos clássicos adormecidos sob muitos quilos de poeira. Postar é tudo de bom! Quando recebemos comentários o praze...

Nando Reis - O Show (Eu e Ela)

Se eu não te amasse tanto, seria fácil construir a crônica de um dia ‘comum’ com um algo mais, com um Nando Reis cantando pra gente namorar, mas tudo fica diferente quando a verdade é que, pra você, eu guardei o amor que nunca soube dar; pra você eu guardei o amor que sempre quis mostrar; com você eu sempre quis compartilhar tudo o que sou e, quem foi moleque com Cabeça Dinossauro, gosta do Nando; e o Nando é um cara bem legal, um cara que fala de amor de um jeito diferente do que andavam falando até então. E por falar nisso: _ Por onde andei enquanto você me procurava? Eu e você, juntos; não precisou mais nada; e era para ser apenas mais um dia de muito trabalho, apenas mais um sábado. Foi quando, dentro do hospital, eu soube que o Nando viria à São Joaquim da Barra; vê se pode! É logo ali. (sorrio). Ele foi cantar na Festa da Soja; da soja; vê se pode! É bem ali. (sorrio novamente). Então Pensei: “A vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância e, se eu estiver...

Os Namorados

Direi sobre o que vi e não inventarei nada. São quatorze anos dessa minha jornada como fisioterapeuta. Aprendo muito com todos. A minha profissão oferece isso. Você entra nas casas das pessoas, toma café em suas xícaras, água em seus copos, aplica as técnicas físicas, e ouve os seus desabafos. A doença do homem era grave, muito grave. Era um casal tão bonito aquele! Ele um jovem senhor, ela uma jovem senhora. Filhos em idade pré-universitária, fortes, belos e saudáveis. Ele sempre trabalhou com afinco para oferecer os tais confortos de classe média à sua família. Ela sempre o apoiou e deu suporte para que ele pudesse trabalhar sem preocupar-se com as coisas dos meninos, da casa... Um dia uma dor. Outro dia a mesma dor. Um dia uma consulta, uma batelada de exames, um suspense mórbido que pairava no ar. Dias seguintes, um encaminhamento para um centro especializado em oncologia. Oh, que palavra triste essa! Nada mais seria como fora até então. Vejamos agora o amor de verdade dar mais um ...