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Cartas a Tás (10 de 60)


Ituverava, 10 de junho de 2009



Vejo que meus apelos para um resgate urgente de sua cidadania se tornaram um pedrisco em seus confortáveis sapatos em cromo alemão, caro Tás. Penso que andou a tremer nas bases, por assim dizer, ao saber que poderia perder o cargo de destinatário de minha série de cartas (Cartas a Tás). Mas se acalme amigo, repouse dessa violenta tormenta que lhe impingiu, fazendo-o colocar uma foto da caixa d’água que vovô jamais quis derrubar; contradizendo as línguas maledicentes.
Quanto a revogar a lei da grávida, estou para ver caboclo com mais coragem que vovô, para sugerir o fim de uma lei arbitrária, autoritária, truculenta como essa de Newton. E não foi a inveja que motivou meu avô não; como fez insinuar em seu blog. Muito pelo contrário, Sr Tás. Em minha família, “na verdade, na verdade”, somos faltos do gene que faz submergir este mal secreto (como se referiu Zuenir, em um livro, certa vez, a este pecado capital).
Não ter colocado na sua pagina de comentários a minha carta de numero nove não lhe satisfez, então quis cutucar onça? Foi isso? Chama meu avô de invejoso, distorce os fatos, e comete mais uma batelada de impropérios que a raiva me impede de exibir a conta exata agora. Tás, francamente... Se for isso que recebo por meu cuidado com a preservação do encardume de tua alma, não tenho mais palavras que exprimam o quanto estou desapontado agora. Sem mais; me despeço.

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