Fiquem com tudo.
Coloquem os seus sobre os trapos dos meus.
Ame aos seus, e ondeie aos meus;
Afinal, os meus tem olhos rosa enquanto os teus são cinza!
Somos mesmo tão diferentes em tudo?
Nascemos sem que nossos pais conhecessem o amor?
Quando crescemos não nos apresentaram a caridade?
E por ventura envelhecemos sem sentir o dom supremo por um dia se quer?
Então, que importa quem chora a dor da perda para quem desconhece os olhos do vizinho?
Joguemos fogo uns nos outros devido à diferença de local de nascimento.
Nascer em determinado lugar, é mesmo uma afronta aos interesses de quem nasce em outro.
Não tolere os do outro lado da faixa de tecido leve e fino.
Vamos tingir a faixa de vermelho inocente.
E quando esta secar a tomaremos já na cor marrom incoerente.
Imagine que lindo: a faixa vermelha, a faixa marrom...
O dialogo não é coisa de homem de verdade?
Falar não causará medo a ninguém.
E sem medo não queremos faixa leve e transparente.
E o que pensarão de nós se não a tingirmos?
Dirão por aí que não possuímos força para tingir tecidos.
E o dialogo em nosso mundo não muda a cor sequer de um fio estúpido.
Pois então fique com tudo.
Com a faixa de tecido, com as saudades de muitos e com os mundos.
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