
Ituverava, 18 de outubro de 2009.
Meu caro quase irmão, como deve ter notado tenho tido certa dificuldade em lhe escrever as últimas cartas da série. Ocorreu que com a exclusão do conto “O Cobrador”, decisão da qual não me arrependo, entrei em numa situação difícil quanto ao fechamento da série. É que tendo chegado a uma carta com uma imagem que, digamos, encerra a série de forma quase mágica, ficou difícil falar de outros assuntos senão de nosso encontro, amigo.
Tenho tido visualizações que, sem dúvida alguma, superam grandemente as minhas expectativas, uma vez que meu propósito sempre fora simplesmente ver-te novamente identificado com as causas comuns a todo ituveravense romântico e de alma encardida.
Ao ver-lhe falar de tantas coisas com especial carinho; das ruas nas quais arrancou a ponta do dedão ao tentar dar a bicuda do século sobre os paralelepípedos; do cine Regina e os filmes de Mazzaropi; seu sincero clamor por uma restauração de nossa querida estação férrea, cuja qual retratei imediatamente após seu discurso. Vi após estas demonstrações de inegável saudosismo e gratidão que meu propósito inicial revelado pela primeira vez na longínqua carta inaugural da série Cartas a Tás (01 de 60; do dia 20 de maio de 2009), finalmente havia sido alcançado, e antes mesmo que eu completasse a série.
Soma-se a isto que terminei a leitura do livro do Vincent que vinha concomitante a escrita da série, cujo nome fora inspirado no título do livro feito das cartas do pintor ao irmão, e para por aí a paródia, salvo esta ou aquela citação breve de texto contido no livro, pois o pintor avança a cada página por um caminho de decadência e descrença, ao contrário do que me ocorreu com minha série que fora algo feliz.
Vincent vendeu supostamente apenas um quadro em vida; uma tela de um vinhedo todo púrpura e amarelo; rechaçou o comentário muito favorável do crítico de arte Albert Aurier, publicado no Mercure de France em janeiro de 1890, por dizer-se avesso a publicidades.
O pintor, infelizmente, terminou em melancolia; e eu termino minha série com imensa alegria, caro amigo, com as orelhas intactas e com diversos projetos para o futuro.
E nas palavras do próprio Vincent que disse quando ainda cria no futuro, “aquele que vive sinceramente e encontra aflições verdadeiras e desilusões, e que jamais se deixa abater por elas, vale mais que os que sempre vão de vento em popa”, finalizo mais esta carta, que muito me aproxima da carta de numero 60, com um cordial aperto de mão.
Tenho tido visualizações que, sem dúvida alguma, superam grandemente as minhas expectativas, uma vez que meu propósito sempre fora simplesmente ver-te novamente identificado com as causas comuns a todo ituveravense romântico e de alma encardida.
Ao ver-lhe falar de tantas coisas com especial carinho; das ruas nas quais arrancou a ponta do dedão ao tentar dar a bicuda do século sobre os paralelepípedos; do cine Regina e os filmes de Mazzaropi; seu sincero clamor por uma restauração de nossa querida estação férrea, cuja qual retratei imediatamente após seu discurso. Vi após estas demonstrações de inegável saudosismo e gratidão que meu propósito inicial revelado pela primeira vez na longínqua carta inaugural da série Cartas a Tás (01 de 60; do dia 20 de maio de 2009), finalmente havia sido alcançado, e antes mesmo que eu completasse a série.
Soma-se a isto que terminei a leitura do livro do Vincent que vinha concomitante a escrita da série, cujo nome fora inspirado no título do livro feito das cartas do pintor ao irmão, e para por aí a paródia, salvo esta ou aquela citação breve de texto contido no livro, pois o pintor avança a cada página por um caminho de decadência e descrença, ao contrário do que me ocorreu com minha série que fora algo feliz.
Vincent vendeu supostamente apenas um quadro em vida; uma tela de um vinhedo todo púrpura e amarelo; rechaçou o comentário muito favorável do crítico de arte Albert Aurier, publicado no Mercure de France em janeiro de 1890, por dizer-se avesso a publicidades.
O pintor, infelizmente, terminou em melancolia; e eu termino minha série com imensa alegria, caro amigo, com as orelhas intactas e com diversos projetos para o futuro.
E nas palavras do próprio Vincent que disse quando ainda cria no futuro, “aquele que vive sinceramente e encontra aflições verdadeiras e desilusões, e que jamais se deixa abater por elas, vale mais que os que sempre vão de vento em popa”, finalizo mais esta carta, que muito me aproxima da carta de numero 60, com um cordial aperto de mão.
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