
Tás, há um modismo nesse ato de perseguir ao Ney. É fora Ney! Basta de Ney na política nacional e maranhense! Chega de Ney! Olhe, com tanta gente vestindo a camisa anti-neysista, até eu fico tentado a engrossar estas fileiras que servem de massa de manobra, e assim, quem sabe, conseguir aquele bom sentimento de engajamento, de atuação.
Sabe, ao ver o 7 de setembro ser associado a este pseudomovimento pseudodemocrático não pude crer de imediato; palpei-me, percuti a face, esfreguei meus olhos, dei pequenos murros na cabeça, lavei o rosto, olhei para o teto, tudo a fim de verificar se não se tratava de mais um sonho incoerente.
Ai de mim! Estava acordado.
Afinal, quem criou o Ney? Não indago dos tutores, mas dos que deram nutrientes para que aquele menino maranhense se erguesse chefe de estado, homem poderoso e; por que não dizer, escritor com cadeira na academia brasileira de letras?
A imprensa, como de costume, é um tanto obtusa. Sempre ha um jornalista de um grande jornal a lançar uma idéia qualquer como se fosse a própria planta do universo, assinada por ele em lugar do criador.
Na falta do que dizer dizem; “ vamos esculachar alguém muito grande, quanto maior o alvo do esculacho maior a atenção e o pano da manga que cingiremos!”
Sem medo de parecer sisudo eu pergunto: “Quantos Neys, em diversas proporções, existem em nosso imenso país?”
Lembra Tás, daquela ocasião em que formávamos chapas para eleições do grêmio estudantil da escola Prof Rosa de Lima? Formamos uma bela chapa, você era o candidato a presidente e eu era o seu braço direito, o vice.
Percorríamos o colégio no encalço da chapa dos garotos mais maduros. A chapa formada por Afrânio e Nicolas Carniça crescia em popularidade, na mediada em que a nossa, Amigos do Cocão, figurava como mera coadjuvante.
Foi quando você teve a fantástica idéia de distribuir balas e prometer coisas do tipo; estender férias, feriados e finais de semana, recreios com maior período de duração que as aulas, salgados e refrigerantes de graça para todos, e até um absurdo concurso garota camiseta molhada.
Você prometia enquanto enfiava a mão num saco e distribuía balas a torto e direito. Não pude ser conivente com aquele abuso, com aquela fábrica de promessas impossíveis. Então rompi imediatamente com nosso pacto político.
Assisti aquelas eleições de fora, retirei minha candidatura à vice, e mantive o silêncio como meu manifesto de resignação.
Você venceu a qualquer custo as eleições para o grêmio. Passados alguns dias ninguém se lembrava de cobrar suas promessas. Seu governo seguiu inexpressivo como o de tantos. Ninguém exigiu seu impeachment (impugnação de mandato); ninguém pegou cartazes e faixas para dizer “Fora Cocão!”.
Por que desenterrei isto? É que nesta data cívica eu queria apenas dizer que, política não se faz assim, perseguindo grandes nomes pelas ruas; mas sim com educação, na origem, na base, no lar e nos primeiros bancos escolares. Ensinando o garoto que levar vantagem como individuo não é um grande feito quando muitos saem em desvantagem para a ostentação de apenas um. E que o homem é um ser político por natureza, zoón polítikón, isto é, animal político, como definiu certa vez Aristóteles, e que a existência de nossa espécie depende da mútua colaboração entre todos.Por fim uma frase de minha autoria que me ocorre enquanto deito estas humildes linhas: “Política é a arte de promover o bem de todos valendo-se da competência e habilidade de poucos e não o contrário.”
Sabe, ao ver o 7 de setembro ser associado a este pseudomovimento pseudodemocrático não pude crer de imediato; palpei-me, percuti a face, esfreguei meus olhos, dei pequenos murros na cabeça, lavei o rosto, olhei para o teto, tudo a fim de verificar se não se tratava de mais um sonho incoerente.
Ai de mim! Estava acordado.
Afinal, quem criou o Ney? Não indago dos tutores, mas dos que deram nutrientes para que aquele menino maranhense se erguesse chefe de estado, homem poderoso e; por que não dizer, escritor com cadeira na academia brasileira de letras?
A imprensa, como de costume, é um tanto obtusa. Sempre ha um jornalista de um grande jornal a lançar uma idéia qualquer como se fosse a própria planta do universo, assinada por ele em lugar do criador.
Na falta do que dizer dizem; “ vamos esculachar alguém muito grande, quanto maior o alvo do esculacho maior a atenção e o pano da manga que cingiremos!”
Sem medo de parecer sisudo eu pergunto: “Quantos Neys, em diversas proporções, existem em nosso imenso país?”
Lembra Tás, daquela ocasião em que formávamos chapas para eleições do grêmio estudantil da escola Prof Rosa de Lima? Formamos uma bela chapa, você era o candidato a presidente e eu era o seu braço direito, o vice.
Percorríamos o colégio no encalço da chapa dos garotos mais maduros. A chapa formada por Afrânio e Nicolas Carniça crescia em popularidade, na mediada em que a nossa, Amigos do Cocão, figurava como mera coadjuvante.
Foi quando você teve a fantástica idéia de distribuir balas e prometer coisas do tipo; estender férias, feriados e finais de semana, recreios com maior período de duração que as aulas, salgados e refrigerantes de graça para todos, e até um absurdo concurso garota camiseta molhada.
Você prometia enquanto enfiava a mão num saco e distribuía balas a torto e direito. Não pude ser conivente com aquele abuso, com aquela fábrica de promessas impossíveis. Então rompi imediatamente com nosso pacto político.
Assisti aquelas eleições de fora, retirei minha candidatura à vice, e mantive o silêncio como meu manifesto de resignação.
Você venceu a qualquer custo as eleições para o grêmio. Passados alguns dias ninguém se lembrava de cobrar suas promessas. Seu governo seguiu inexpressivo como o de tantos. Ninguém exigiu seu impeachment (impugnação de mandato); ninguém pegou cartazes e faixas para dizer “Fora Cocão!”.
Por que desenterrei isto? É que nesta data cívica eu queria apenas dizer que, política não se faz assim, perseguindo grandes nomes pelas ruas; mas sim com educação, na origem, na base, no lar e nos primeiros bancos escolares. Ensinando o garoto que levar vantagem como individuo não é um grande feito quando muitos saem em desvantagem para a ostentação de apenas um. E que o homem é um ser político por natureza, zoón polítikón, isto é, animal político, como definiu certa vez Aristóteles, e que a existência de nossa espécie depende da mútua colaboração entre todos.Por fim uma frase de minha autoria que me ocorre enquanto deito estas humildes linhas: “Política é a arte de promover o bem de todos valendo-se da competência e habilidade de poucos e não o contrário.”
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