
Ituverava, 27 de agosto de 2009
Sou da galhofa, do bom humor, da “brincadeira sadia” , como dizem nossos conterrâneos, sou da alegria que suplanta as tristezas sorrateiras que por ventura me assaltem no caminho. Não que eu seja um bobo alegre; do caminho conheço bem as pedras, contudo conheço também algumas vias que o tornam mais suave e apreciável.
Nestas vias é que gosto de fincar meus pés durante os dias da caminhada, porém há dias em que o trecho duro é inevitável; para estes dias trago na memória uma boa porção de momentos que remediam a alma; uma forma de autotranscendência como explica Viktor E. Frankl. Em seu livro, “sede de sentido”, ele afirma ser possível superar as dores do presente com o pensamento nas boas lembranças do passado; creio que, de certa forma, é isso que faço quando é preciso e possível; me transporto para os momentos felizes e supero com bom animo e fé em Deus as adversidades.
Tenho imenso prazer em andar nas ruas de nossa cidade cumprimentando e sendo cumprimentado até por pessoas que não conheço de fato. Gosto de ver as senhoras com suas vassouras e mangueiras a varrer e banhar as calçadas a ponto de gasta-las mais que os sapatos que as pisam. Gosto de ver os meninos em tenras idades a andar em suas bicicletas. Gosto de ver as famílias com suas cadeiras de descanso a papear na porta de suas casas nas noites quentes de verão. Meu caro amigo não tenho o objetivo de lhe deixar pesado, de lhe causar mal estar, mas desta vez não venho como das anteriores para falar-te as levezas de nossa bela morena de pele avermelhada, Ituverava.
Na verdade venho desabafar uma dor que é algo como se um espinho fosse cravado em meu músculo cardíaco e a cada pulso, a cada contração, a cada sístole e diástole, eu sentisse este espinho mover-se causando uma dor fina, pulsátil, que a cada ciclo respiratório se faz notar.
É que os últimos dias têm sido sombrios para nós, cidadãos. Houve mais de um homicídio nos últimos meses. Sei que há homicídios em toda parte; imensa covardia matar alguém por qualquer droga que seja, mas é assim desde Caim.
Li a matéria no O Progresso de Ituverava, que no cumprindo de seu dever fez noticiar muito bem. Lá traz a estatística, trás alguns detalhes cruéis dos atos de brutalidade, retrata algumas circunstancias; coisas que derrotam momentaneamente o cidadão comum, derrubando-lhe o semblante.
Não quero transcrever nenhum numero, não quero participar nenhum detalhe sórdido destes acontecimentos, apenas quero dizer que está sendo muito difícil aceitar que nossa pacata cidade é vítima, como todas em todo lugar, deste monstro assombroso que habita a escuridão do ser humano, a violência desmedida.
Não pretendo difamar nosso bom lugar, nem manchar a boa imagem, afinal, em toda parte coisas desta natureza acontecem e isso desde que o mundo é mundo, conforme citei gênesis, porém para nós que trazemos na lembrança a Ituverava do passado, mais branda, mais pacífica, com toda certeza nos sentimos vítimas da violência crescente dos tempos atuais. É uma grande pena não ser mais necessário ligar um televisor para ver que a coisa está realmente feia.Hoje estou triste demais para brincar, hoje estou pesado demais para comemorar as quase mil visualizações (870), hoje eu quero usar este bom índice de exposição para me manifestar, para dizer que nossa querida Ituverava Tás, está ferida, calada, de luto por cada vida ceifada pela barbárie.
Sou da galhofa, do bom humor, da “brincadeira sadia” , como dizem nossos conterrâneos, sou da alegria que suplanta as tristezas sorrateiras que por ventura me assaltem no caminho. Não que eu seja um bobo alegre; do caminho conheço bem as pedras, contudo conheço também algumas vias que o tornam mais suave e apreciável.
Nestas vias é que gosto de fincar meus pés durante os dias da caminhada, porém há dias em que o trecho duro é inevitável; para estes dias trago na memória uma boa porção de momentos que remediam a alma; uma forma de autotranscendência como explica Viktor E. Frankl. Em seu livro, “sede de sentido”, ele afirma ser possível superar as dores do presente com o pensamento nas boas lembranças do passado; creio que, de certa forma, é isso que faço quando é preciso e possível; me transporto para os momentos felizes e supero com bom animo e fé em Deus as adversidades.
Tenho imenso prazer em andar nas ruas de nossa cidade cumprimentando e sendo cumprimentado até por pessoas que não conheço de fato. Gosto de ver as senhoras com suas vassouras e mangueiras a varrer e banhar as calçadas a ponto de gasta-las mais que os sapatos que as pisam. Gosto de ver os meninos em tenras idades a andar em suas bicicletas. Gosto de ver as famílias com suas cadeiras de descanso a papear na porta de suas casas nas noites quentes de verão. Meu caro amigo não tenho o objetivo de lhe deixar pesado, de lhe causar mal estar, mas desta vez não venho como das anteriores para falar-te as levezas de nossa bela morena de pele avermelhada, Ituverava.
Na verdade venho desabafar uma dor que é algo como se um espinho fosse cravado em meu músculo cardíaco e a cada pulso, a cada contração, a cada sístole e diástole, eu sentisse este espinho mover-se causando uma dor fina, pulsátil, que a cada ciclo respiratório se faz notar.
É que os últimos dias têm sido sombrios para nós, cidadãos. Houve mais de um homicídio nos últimos meses. Sei que há homicídios em toda parte; imensa covardia matar alguém por qualquer droga que seja, mas é assim desde Caim.
Li a matéria no O Progresso de Ituverava, que no cumprindo de seu dever fez noticiar muito bem. Lá traz a estatística, trás alguns detalhes cruéis dos atos de brutalidade, retrata algumas circunstancias; coisas que derrotam momentaneamente o cidadão comum, derrubando-lhe o semblante.
Não quero transcrever nenhum numero, não quero participar nenhum detalhe sórdido destes acontecimentos, apenas quero dizer que está sendo muito difícil aceitar que nossa pacata cidade é vítima, como todas em todo lugar, deste monstro assombroso que habita a escuridão do ser humano, a violência desmedida.
Não pretendo difamar nosso bom lugar, nem manchar a boa imagem, afinal, em toda parte coisas desta natureza acontecem e isso desde que o mundo é mundo, conforme citei gênesis, porém para nós que trazemos na lembrança a Ituverava do passado, mais branda, mais pacífica, com toda certeza nos sentimos vítimas da violência crescente dos tempos atuais. É uma grande pena não ser mais necessário ligar um televisor para ver que a coisa está realmente feia.Hoje estou triste demais para brincar, hoje estou pesado demais para comemorar as quase mil visualizações (870), hoje eu quero usar este bom índice de exposição para me manifestar, para dizer que nossa querida Ituverava Tás, está ferida, calada, de luto por cada vida ceifada pela barbárie.
Dr, aqui é o Wellington da Unimed, quero saber se está interessados em umas duas ou três fotos minhas da cidade, caso esteja me passe o e-mail que encaminho! Não sou profissional, mas tbm tiro algumas fotos vez ou outra! Um grande abrasss e parabéns pelo blog! Att, Wellington Galego...
ResponderExcluirWellington meu amigo, obrigado pela visita e se puder encaminhar-me essas fotos apreciarei com carinho. O meu e-mail é: jefh@netsite.com.br. Volte sempre, será um prazer recebe-lo.
ResponderExcluirDr sua alma poeta,retrata uma realidade que pensavamos estar longe,porém quando nos vemos mergulhados nos ultimos acontecimentos sentimos e refletimos; que tipo de ser humano estamos deixando para o nosso planeta?
ResponderExcluirparabenizo seu bolg que nos traz reflexoes ,sempre que possivel passarei por aqui, um abraço lucia vani g. da costa oliveira ( diretora da escola Avila de Ipuã)
Muito obrigado Lucia. Tenho escrito alguns textos voltados para o humor nos últimos dias, mas gosto muito de compartilhar minhas reflexões, minha visão de mundo. Fiquei muito feliz por sua visita e espero que seja a primeira de muitas.
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