sexta-feira, janeiro 29, 2010

Sala De Espera



Uma acanhada sala de espera; um jogo de sofá de duas partes e duas poltronas, uma pequena mesa de centro, um televisor de quatorze polegadas, um ventilador giratório fixado na parede do fundo do vestíbulo e uma porta lateral corrediça de vidro, que dava para uma pequena varanda destinada aos fumantes.

Todos os dias, próximo às dezessete horas, o homem que era médico vinha e noticiava sobre a saúde dos enfermos para os familiares que aguardavam apreensivos no início e esgotados com o passar dos dias, caso não viesse uma centeia de esperança.

Uma família tinha seu patriarca em estado gravíssimo, sob os cuidados da terapia intensiva; a outra família tinha a sua matriarca em situação não menos crítica. As famílias se conheceram por obra do acaso, força do destino; ao longo da convalescência de seus entes foram apresentados uns aos outros.

Os entes de cada família, ao serem chamados na presença do médico, se despediam dos colegas de espera e partiam de encontro às últimas notícias sobre o estado do parente enfermo. Porém, antes de partirem, no período de espera, conversavam. Cada qual tinha sua bagagem até encontrarem-se ali, naquela sala de angústias e aflições; isso não se dava pela sala em si, mas pela razão a qual os colocava em tal situação; ou seja, era difícil estar dentro daquela situação, dentro daquele lugar, então, se consolavam de certa forma.

Chegavam sempre alguns minutos antes do horário da visita. Estes minutos que precediam a visita eram os minutos onde trocavam as informações recebidas do boletim médico do dia anterior, e ali trocavam também as mais variadas histórias sobre a vida dos entes.

Após a visita, os representantes de cada enfermo, iam para uma saleta onde se sentavam de frente para o homem que era médico, e ouviam as explicações do quadro clínico; eram fornecidas informações das possibilidades de evolução do caso (prognóstico) e tinham, naquela ocasião, oportunidade de fazer perguntas, que na maioria das vezes não ocorriam.

Era assim, entre uma visita e outra, entre um boletim médico e outro, que pessoas completamente diferentes se conheciam dentro daquele hospital que prestava serviços tanto a particulares como aos usuários do sistema de saúde do governo.

Certa vez o homem de uma das famílias disse para mim que conheceu outro homem que era muito humilde, e que por ser humilde e pobre – o que quase sempre tratam erroneamente como a mesma coisa, mas não é sobre isso que quero falar – não tinha condições de ir todos os dias para a visita. Então, o homem que não era pobre – talvez fosse humilde, mas isso não vem ao caso – contou-me que fazia a vez daquele companheiro em condição semelhante a sua, ao que se refere ter um ente querido enfermo em estado grave em uma unidade de terapia intensiva.

O homem ter se compadecido do outro homem humilde e pobre, me pareceu um ato de amor, uma atitude altruísta, humana.

Foi isso; o homem fazia a visita ao ente do outro homem, toda vez que este se via impossibilitado de fazê-la.

Chamou-me atenção o fato de serem perfeitos estranhos; distantes socialmente, culturalmente, e tudo o mais; perfeitos estranhos que se encontraram ao acaso, por obra do destino e se apoiaram um no outro.

Achei bonito isso. O homem que não era pobre pareceu-me nobre e o pobre pareceu-me, neste caso, com um pouco de sorte; em meio a sua dor conheceu um homem capaz de um ato de amizade. Talvez isso, mesmo naquela situação, fosse algo confortante ao homem pobre.

Para mim foi algo nobre, relevante, digno de nota.

43 Comentários:

Blogger Tati Rodrigues disse...

Parabéns por notar guri... olhares e notas as vezes são tudo...

quem sabe essa história não vira um dos seus contos no futuro? rs

bjs e até Jefh.

29 de janeiro de 2010 15:58  
Blogger HSLO disse...

Digno de nota 10 essa postagem...

abraços
de luz e paz.

29 de janeiro de 2010 17:45  
Anonymous Anônimo disse...

Olá amigo!

Amei seus textos, amei sua visita.
Estou a lhe seguir...Volte sempre.
BOM FDS...........M@ria

29 de janeiro de 2010 18:26  
Anonymous Vanda Siqueira. disse...

Olá Jef... perambulando pelos tais Blogs de Moda (como toda mulher que honra seu salto), deparei-me com um longo comentário (o que me chamou atenção,claro)... porque as Blogueiras se visitam e dizem:- Amei (banalizaram este verbo)... quanto custa isto/aquilo...!!!
Escrevem no máximo duas linhas e pronto.
Pois então, quero te dizer que vou voltar com tempo no seu Blog pra ler tudo, só depois avalio.
Na verdade, só entrei pra te dizer que:- Sou uma Blogueira de Moda há 64 dias... adoro ler... e quero voltar aquí, porque uma árvore frondosa me chamou a atenção... e amei o cenário ... me fez lembrar minha infância.
Prometo que volto, tá...???
Abraços.

29 de janeiro de 2010 23:56  
Blogger jefhcardoso disse...

Tati, obrigado! Quanto a virar conto, não sei; nasceu crônica, creio que viverá crônica (sorrio), mas confesso que pensei no caso assim que vi seu comentário.
Beijos e até, guria!

Hugo, obrigado por vir, obrigado pela nota maior (sorrio)! Abraço, amigo!

Maria, que bom que gostou, que bom que está me seguindo! Espero que goste de muitos outros textos que pretendo publicar. Um grande abraço para você!

Vanda, acho fantásticos estes moveres da comunicação. Com este tipo de comentário fico ainda mais motivado a investir tempo nestes projetos de contatos. Obrigado por comentar e espero que volte logo para ler algo e deixar a sua impressão aqui. Abraço!

30 de janeiro de 2010 06:29  
Anonymous Anônimo disse...

Sabe...
A vida apronta cada surpresas para nós...
Lindo!!!

Bjs

30 de janeiro de 2010 09:34  
Blogger LaryCal disse...

Histórias assim merecem ser registradas.

Agradeço sua visita no meu novinho e simples blog.
Desculpe por ter demorado a visitar o seu.
Abraço!

30 de janeiro de 2010 12:10  
Blogger Clecilene Carvalho disse...

Nas dificuldades compartilhadas não há desiguais, por isso, que nestas situações o homem se compadece da dor do outro.

Gostei muito da postagem.

30 de janeiro de 2010 13:06  
Blogger Buh: disse...

Incrível!
Gostei muito do seu Blog e da forma como escreves.
Tens agora uma leitora fiel.
Parabéns e sucesso.
Topa parceria?
Abraços,
=*

30 de janeiro de 2010 13:14  
Blogger jefhcardoso disse...

Rebeca, a vida é tudo isso e muito mais. Obrigado!

LaryCal, bom que veio. Fiquei feliz. Abraço!

Cleicilene, que bom que gostou! Realmente, nas dificuldades esquecemos as diferenças. Muito bem lembrado. Abraço e obrigado!

Buh parceira, obrigado por suas graciosas palavras! Tudo isso me motiva muito. Abraço!

30 de janeiro de 2010 15:52  
Blogger KINHA disse...

Olá JEFH

Vim agradecer a visita.

Obrigada

30 de janeiro de 2010 18:16  
Blogger Drika Gaby disse...

Com certeza!As mulheres sonham em conhecer não só Paris, mas toda a Europa!

30 de janeiro de 2010 20:45  
Blogger Pelos caminhos da vida. disse...

A vida e suas surpresas...

Vim agradecer sua visita, espero poder contar mais vezes com ela.

Gostei daqui.

Feliz domingo.

beijooo.

31 de janeiro de 2010 03:02  
Blogger Laila Có disse...

É uma história muito bonita. Certamente, trata-se de uma atitude muito nobre.

A propósito, Paris é, sim, um sonho!

31 de janeiro de 2010 04:14  
Blogger Marina Mott disse...

Gostei!!!
Obrigada pela visita e pelas gentis palavras!!

31 de janeiro de 2010 04:43  
Blogger Vivian Tumasonis disse...

Olá!!
Leio todos os comentários dos meus leitores e respondo todos, mesmo que demore, faço o que posso! É a graça de ter um blog!

Obrigada pela visita!

31 de janeiro de 2010 06:44  
Anonymous Anônimo disse...

Oi, gostei muito de seu blog!
Mesmo design do meeu \o/
Ah te segui e te favoritei aki !
Beeeijo :*
www.aldrypires2.blogspot.com

31 de janeiro de 2010 07:43  
Blogger Amanda Rachid disse...

Oi Jefh, tdo bem? vim conhecer seus poemas, adorei e pretendo vir mais vezes pq realmente são belos. Seu comentário em meu blog me pareceu bem sincero por isso vim conferir, parabéns, ganhou mais uma leitora. bjos

31 de janeiro de 2010 08:32  
Blogger **LiLiana** disse...

gostei do post
dá para sar sugestão?
lá vai a minha sem saber se pod
acho q o fundo preto com letras brancas dá um cansaço nos olhos...
mas o conto es ta otimo

31 de janeiro de 2010 10:10  
Blogger Solange Fernandes disse...

Vi seu recadinho no blog e vim conhecer o seu.
É a dor nos faz crescer e se unir de uma forma diferente.Sei bem como é isto, pois fiquei trinta e oito dias dentro de uma uti com minha pequena e fiz bons amigos lá. Bj

31 de janeiro de 2010 11:00  
Blogger Gian Fabra disse...

Solidariedade, cada vez mais rara...
abs

31 de janeiro de 2010 11:51  
Blogger jefhcardoso disse...

Kinha, quem agradece sou eu. Abraço!

Drika, obrigado por vir e responder ao que perguntei sobre as mulheres sonharem com a cidade luz. Abraço!

Pelos caminhos lhe desejo também um bom domingo e lhe visitarei com toda certeza. Abraço!

Laila, obrigado! Que bom que viu a nobreza que eu vi! Que Paris se realize em nossas vidas (sorrio). Abraço!

Marina, sou eu quem lhe agradece. Abraço!

Silvia, seu blog é humilde mas não é pobre (sorrio). Traga essas rosas para mim, mal posso esperar para colhe-las. Acho muito legal isso de ir além da postagem atual. Obrigado com o carinho para com a minha A ansiosa solicitude pela vida!
Obrigado!

Vivian Tumasonis, obrigado por sua atenção e parabéns pelo sucesso do seu blog. Abraço!

Me explica que simpatia não tem preço (sorrio). Obrigado e obrigado; abraço!

Amanda, oi! Eu vou bem, obrigado. Fico muito feliz que tenha gostado e queira seguir minhas publicações. Abraço!

Liliana, que bom que gostou. Quanto às cores do blog, você não é a primeira pessoa que comenta. Pensarei com muito carinho em uma possibilidade de mudança, quem sabe uma inversão de cores. Obrigado e abraço!

Solange, sua pequena está bem? Espero que tenha dado tudo certo, não é nada fácil esta experiência. Obrigado por vir e venha mais vezes. Abraço!

Gian Fabra, sim, rara a solidariedade, porém não extinta. Fé na vida. Fé na vida. Abraço!

31 de janeiro de 2010 12:09  
Blogger Natália Limiro disse...

Obrigada pela visita!
olha, não sei se Paris é sonho de toda brasileira, mas meu com certeza é!;D

beijos

31 de janeiro de 2010 13:05  
Blogger Kris Kabral disse...

Olá Jefh...
Vim retribuir a visita e conhecer o seu blog!!!
Está de parabéns, mtos textos incríveis aqui, adorei mesmo!!!
Já virei sua seguidora!!!
Bjs

31 de janeiro de 2010 14:32  
Blogger Cíntia disse...

Olá Jefh!Que texto bonito e sensível :)Gosto muito de ler e acho que encontrei um ótimo lugar para exercitar esse hábito prazeroso rsrsr não sei como vc encontrou meu humilde bloguito,mas foi muita sorte minha!Parabéns, escreve muito bem.Um abraço.

31 de janeiro de 2010 14:42  
Blogger Irene Moreira disse...

Jeff
Parei aqui na Sala de espera e antes de agradecer a sua visita , não pude deixar de ler o seu post e parar para refletir e ver que na vida sempre nos deparamos com momentos que mostram que todos somos iguais perante Deus e não importante a nossa classe social, raça, cor e é na dor, na necessidade de um ombro que tudo se transforma.

Como gostei de ler logo na entrada "Meu blog era bonito, mas com você ficou lindo! e me senti tão bem que já estou te seguindo e voltarei com mmais calma para continuar a ler seus posts.

Talvez possa entender melhor a minha correria se fores ao meu blog M@myrene onde explico a minha luta com os estudos para Concurso Público.

Beijos e boa semana

31 de janeiro de 2010 18:14  
Blogger as told by kiki disse...

nice photos...:)

31 de janeiro de 2010 20:56  
Blogger jefhcardoso disse...

Natália, que Paris se realize para ti! É logo ali (sorrio). Abraço!

Kris, Olá! Que bom que veio. Fico feliz que tenha gostado e decidido acompanhar minhas publicações. Obrigado e abraço!

Cíntia, obrigado! Venha ler-me sempre. Seu blog é muito aconchegante; humilde, mas não pobre (sorrio). Abraço!

Irene, irei ao seu blog para saber mais desta sua luta. Ótimo ver que achou meu canto de idéias algo aconchegante e decidiu ficar conosco (eu e essa grande família). A dor realmente nos mostra algo mais importante que as diferenças superficiais. Deus tem sua maneira de mover-se e de mostrar-se. Abraço!

Kiki, tanks!

1 de fevereiro de 2010 00:41  
Blogger Deyse Joyce disse...

Obrigada por passar no meu blog!!!

Respondendo a sua pergunta...Acho Paris linda!!!! Mas se fosse escolher iria pra Grecia,sou apaixonada!!!

Abços

1 de fevereiro de 2010 08:03  
Blogger DANIZINHA disse...

Ola, jefh. td bem? Fui pelo rumo...e cheguei fora de prumo. Não gosto de fazer comentários genérios e simplistas mas, não sei o que dizer no momento. No entanto, quero revelar que li e que de fato gostei. Simples assim. Mas, honesto assim.

beijos

1 de fevereiro de 2010 11:36  
Blogger A DAMA DE NEGRO disse...

Obrigada pela sua visita a meu blog e ao comentário gentil. Meu blog tem poucos seguidores pois é um blog intimista, a bem dizer, um diário virtual. Também não existem nele informações muito pessoais minhas.Eu só não aguentava mais juntar tantos livrinhos ao longo dos anos.Você escreve muito bem, já publicastes algo? Quanto a esse seu post atual, digo-te, a enfermidade, a morte, os desastres, as falibilidades humanas nos igualam. Nessas horas a dor é sempre o comum de todas as gentes. Gostei muito e espero o "to be continued". Blog extremamente interessante e já o sigo.
Abraços...

1 de fevereiro de 2010 13:52  
Blogger Mariana disse...

Lindo texto!!! Parabéns pelo seu dom!!!
Se é o sonho de todas as mulheres brasileiras?(PARIS!!!!rs)
Talvez de algumas seja e de outras não. Acho que é um lugar muito especial, mas para cada um existe um lugar especial.
Bjosss

1 de fevereiro de 2010 14:36  
Blogger Maria Clarinda disse...

Excelente...obrigada

1 de fevereiro de 2010 15:00  
Blogger jefhcardoso disse...

Deyse, que a Grécia se realize em sua vida! Voltarei ao seu blog com certeza. Abraço!

Danizinha, Danizinha... Que comentário alegre feito piruetas. Encantado, amiga! Abraço!

Dama de Negro, adoro diários, textos intimistas... Minhas publicações são locais, jornais e revistas de minha cidade e região. Apenas isto e alguns concursos que participo vez ou outra. A dor nos revela mais puros, eu acho. Que bom que gostou! Que bom que me segue! Espero corresponder a sua expectativa. Abraço!

Mariana, muito legal isso de lembrar que há um lugar especial para cada qual. Parabéns! Abraço!

Maria Clarinda, obrigado, obrigado, muito obrigado!

1 de fevereiro de 2010 15:38  
Blogger Carol Mioni disse...

As salas de espera podem trazer surpresas inesperadas. Se me permite o trocadilho. E algumas delas são inesquecíveis.

2 de fevereiro de 2010 09:23  
Anonymous Anônimo disse...

Se me permite. Penso que sou um desses humildes. Vivi uma situação semelhante e também pude ver que existem pessoas que com sua inteligencia consegue enxergar situações para ensinar outras. Parabéns! Seus textos são dignos de um grande escritor.

Geraldo Coelho - Guará

24 de fevereiro de 2010 12:03  
Anonymous Anônimo disse...

Dizem q são nas adversidades e nas dores q realmente conhecemos verdadeiramente as pessoas e sua postagem é um prova disso.
Precisaria chegar a tanto para descobrirmos os verdadeiros sentimentos?
Bela postagem meu amigo.
beijos.

16 de março de 2010 18:34  
Blogger rose disse...

Oi! jefhcardoso,hoje pude ler mais um de seus contos, e não como tia e sim como leitora parabeniso por mais esta, como ja lhe disse anteriormente vc vai longe..., eu vou ficar aqui vibrando com cada feito seu.abraços de luz.

22 de novembro de 2010 21:56  
Blogger jefhcardoso disse...

Carol; penso que nestas salas aprendemos as lições mais valiosas e dolorosas da vida.
Abraço! Feliz por ter ver por aqui.

Geraldo, muito obrigado! Sinta-se homenageado, amigo.
Escrevi um poema para a Rua Campos Sales e pretendo postá-lo amanhã. Conto com sua visita e comentário nele também. Abraço ituveravense!

Obrigado, Pérola. Obrigado!

Rose, obrigado minha querida tia! Conto com o seu carinho e apoio. Você sabe o quanto é importante em minha vida. Sabe. Abraço!

23 de novembro de 2010 15:09  
Blogger Viviany disse...

eu que te agradeço sua visita aqui sempre bem vinda!!! Vc escreve com o coração e a alma!!! sempre que posso venho aqui te visitar (risos) beijo na alma

25 de abril de 2011 22:48  
Blogger Nyce Pinto. disse...

Amigo querido, hoje voltei no tempo novamente...
Quantas vezes esse quadro ficou bem enfrente dos nossos olhos, e muitas foram as que deviamos o olhar para que não percebessem a lágrima teimosa...Ah!Jefh, o cenário dos hospitais , na maioria das vezes ficam como que aprisionados na nossa lembrança...Muito embora tenhamos optado por ser feliz e seguir adiante...Lembranças...lembranças...Páginas de uma existência... Um grande abraço...até amanhã!

4 de julho de 2011 16:06  
Blogger PURYTERE disse...

lindo lindooooo
teus textos
sao verdadeiro
e profundos
nao e so ler
e pertencer e entrar
na historia eu me sinto assim
parte da historia
vc tem o dom
de nos transportar
ao teu mundo

parabens

purytere

16 de outubro de 2011 16:44  
Blogger Vidas Inteiras disse...

Lindo texto amei a crônica! belissima!

30 de julho de 2012 15:37  

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