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quinta-feira, junho 04, 2009

Cartas a Tás (6 de 60)







Ituverava, 04 de Junho de 2009.



Incrível como resistem aos tempos esses tais besouros de Liverpool! Amigo tas, concordo que jamais deixaram de ser umas brasas estes caras, mas você, amigo...Desde quando é admirador do quarteto de Liverpool? Se não me falha a boa memória era na verdade um combatente ferrenho da “besouromania”; dizia aos quatro ventos que bons eram, na verdade, Os Animais de Newcastle. Era mesmo um garoto de hábitos estranhos a quem não lhe conhecia, Tás.
No entanto para mim que era de sua casa parecia perfeitamente compreensível sua mágoa para com os queridinhos do pop. Afinal, jamais conseguiria se enquadrar na figura de fã dos fantásticos roqueiros. Teus cabelos crespos lhe foram verdadeiras maldições pregadas em tua cabeça. Lembro-me das incontáveis horas em que Dona Shirley lhe mantinha preso por entre seus joelhos, e com o coração contrito de mãe, ao ouvir os urros de dor do filho, lhe puxava o pixaim as raias do enlouquecimento, contudo, jamais conseguiste assemelhar-se aos boys ingleses; isso era algo duro demais para um garoto ituveravense que sonhava com ieieie inglês. Não obstante deste vazão a tua fúria ao quebrar a banda, o palco, e cada integrante que ousou fazer um cover dos garotos na praça 10 de Março, naquele triste domingo de outono, quando dezenas de pessoas se espremiam diante o palco improvisado para cultuar a sensação britânica que invadia todo mundo.
Por tua causa Tas, houve choro, gritos e ranger de dentes na praça, naquela tarde e, até hoje, muitos senhores ituveravenses vertem em lágrimas ao ouvir as canções do quarteto de Leeverpool, ao qual não puderam desfrutar em seu ápice.
Foi um verdadeiro animal revoltoso naquela tarde! Deste episódio já lhe perdoamos, porém, Ituverava fora privada deste desfrute pop, por tua causa, estimado amigo. Mas isso são águas revoltas passadas.

2 comentários:

  1. Essa ponte é história...
    A palavra é a ponte , o arco-íris, entre as coisas eternamente separadas...
    Nietzsche
    Abraço Étore

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  2. A palavra é a ponte, o arco-íris, entre as coisas eternamente separadas...
    Nietzsche
    Abraço Étore

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