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terça-feira, junho 30, 2009

Cartas a Tás (20 de 60)


Ituverava, 30 de junho de 2009




Aqui estamos, Tás. Eu e essa simpatia que é Lucília Junqueira de Almeida Prado, autora de mais de 65 livros publicados, capaz de recitar poemas de sua autoria compostos com cantigas de roça, bem como poemas de Cora Coralina, feito uma menina sobre o palco.

Estive novamente na feira do livro, engoli meu orgulho de vez e abracei a causa. Fui lá não para vingar-me, com críticas sobre o fabuloso evento, nutridas por minha derrota no prêmio Cora Coralina, mas sim, para divulgar a campanha Cartas a Tás, que agora ganhou um slogan; “Restitua a cidadania do menino encardido que ficou famoso e apátrida”. Tás, você é de Ituverava e Ituverava é sua, irmão. Espero que aprove, meu mestre, pois para servir nesta batalha tive que ser um bom perdedor. E não é bom perder, isso aprendemos nos primeiros anos de existência, acho até que já nascemos com este instinto, pois quando uma criança toma por força algum objeto que por ventura esteja em nossa posse, qual menino não se desfaz em lágrimas? Mas em meu caso estou sendo sincero; fui como jamais havia sido “um bom perdedor”. No começo, quando soube que não havia me classificado entre os três primeiros da poesia e nem do conto pensei: “Tudo bem, havia um Brasil inteiro concorrendo e quem sou eu para vencer um prêmio literário neste Brasil continental? Continuarei escrevendo, continuarei trabalhando minhas idéias, minha sinceridade benigna, minha visão de mundo”; mas desejei saber em qual lugar eu teria ficado, afinal houve esforço e dedicação por minha parte, claro que eu gostaria de saber em que resultou afinal. Foi então que briguei, anacronicamente, com a organização do concurso, com a feira, com o evento. Disse para mim mesmo; “não irei a esta feira, não irei”. Porém fui. Afinal, quem iria até aqueles intelectuais para pedir atenção para a causa que defendo?Lá conheci gente importante, como a escritora Lucília Junqueira de Almeida Prado, que fora a primeira autora da região de Ribeirão Preto a conquistar, em 1972, o Prêmio Jabuti (bicho muito parecido contigo, diga-se), com o romance infanto-juvenil “uma rua como aquela”.Espero que e a tenha sensibilizado com minhas palavras, meus escritos (Cartas a Tás) e assim ganhe uma aliada nesta dura campanha.

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