Amigos

sexta-feira, dezembro 31, 2010

DOIS ANOS DE BLOGAGEM

Vinícius de Moraes disse certa vez em uma crônica (O exercício da crônica): “O ideal para um cronista é ter sempre uma ou duas crônicas adiantadas... Mas se ele é um verdadeiro cronista, um cronista que se preza, ao fim de duas semanas estará gastando a metade do seu ordenado em mandar sua crônica de taxi...”
Então, finalmente decidi começar o meu último texto do ano. Uma crônica no último dia de mais um ano que termina, e, coincidentemente, o meu blog completa dois anos amanhã, dia primeiro. São mais de duzentos textos e fotos de minha autoria.Tenho imenso prazer em ver o curso deste trabalho. E quem é blogueiro sabe, dá trabalho... Mas é um trabalho muito prazeroso. É o momento em que um sujeito comum, como eu, sente-se um artista.

Durante este que foi o meu segundo ano de blogagem, procurei por todos os meios disponíveis desenvolver a minha escrita. Fiz leituras com a máxima atenção ao estilo dos autores. Li jornais, colunistas, revistas. Assisti à televisão com olhar crítico e atenção. Vi filmes também. Até sobre os textos técnicos de saúde, minha área de trabalho, li com mais atenção ao estilo, inclusive. Li blogs, muitos blogs; essa foi a leitura que mais fiz. Dediquei-me. E hoje sou muito grato a cada pessoa que aqui esteve e leu, contribuiu com um comentário... Tudo somou para o resultado. Fosse uma crítica, um incentivo, demonstração de amizade, retribuição de visita, carinho...

Devo ter trabalhado 360 dias no mínimo. Certo que muitos dias o trabalho do blog se resumiu em ler e responder a alguns comentários, sendo assim, dei as caras, não falhei. De tanto ler blogs, creio poder falar com certo conhecimento de causa sobre o que é a blogagem hoje. A blogagem nada mais é senão a precursora da mídia do futuro.
A televisão vai cada vez mais obsoleta em sua forma clássica, e caminha para a sua última fase. Tornar-se-á peça de museu de várias formas, definições, polegadas... O computador certamente assumirá em breve o posto de mídia mais popular do planeta. Seremos então divididos em pessoas que produzem conteúdos, organizam e disponibilizam os mesmos, e pessoas que consomem estes produtos. Ou seja, cada editor de blog, bem como operadores de outros dispositivos da web, terá a chance de disputar uma parcela da atenção que imigra toda para a internet, e os anunciantes enviarão cheques para a casa desses cidadãos, a fim de ter suas marcas vinculadas àqueles pequenos veículos de mídia. Mas isso é para o futuro. O futuro a Deus pertence. O que temos é o agora.
Eu escrevo. Não sei aonde vou, mas eu escrevo. Seja aonde for, irei escrevendo... E que o dom da escrita me sirva como arma contra o silêncio em vida, pois terei a morte inteira para silenciar um dia.

Não tendo mais o que dizer, encerro esta crônica da pior forma possível, dando conselhos: Cuide bem de seu blog e de sua casa. Mantenha saudáveis os seus contatos virtuais e presenciais. Aprimore todo conteúdo que ofereça próximo ou à distância. Priorize a qualidade de vida todos os dias, sua e a de quem estiver ao seu alcance. Cuide-se.
Feliz Novo Ano!

domingo, dezembro 26, 2010

CONSUMISMO

Faz tempo que a violência do consumismo chegou até mim. O meu amigo levou um tiro. Ficou paraplégico. Mas antes havia enlouquecido. Decidiu ser bandido. Invadiu casas vazias e roubou bens de consumo, porcarias. Maldito consumismo! Ele sim foi consumido por toda essa porcaria. (Enjoy The Silence – Depeche Mode)

Era filho de família humilde. Tinha tudo. Era até sócio do melhor clube da cidade... Poderia ter feito faculdade. E nunca precisou trabalhar. Seu pai lhe bancava com modéstia, mas em tudo que realmente precisava. Seu pai era operário. Sua mãe costurava para fora. Morava em casa própria. Sem luxo, tinha uma vida tranqüila.

Na adolescência ele roubava era a atenção nas festas do clube. Era ele quem lançava os passos de dança que acabavam de surgir. (Blue Monday – New Order)

No serviço militar obrigatório era um cara que agradava a todos. Presença certa nos churrascos, alegria nas guardas, um bom camarada. Dono de um sorriso largo. Sorria fácil. O cara também fazia sucesso com as gatinhas. Era um grande cara. (West End Girls – Pet Shop Boys)

Mas houve um distúrbio. Um amigo lhe convidou para algo estranho, acenou com a possibilidade de dinheiro fácil, poder, aventura... Foi aí que ele se perdeu e começou a morrer. (Running – Information Society)
Não sei como o meu amigo se deixou seduzir por tal ilusão. Mas foi por vontade própria de encontro à má fortuna.
Terminado o serviço militar, muitos foram para a faculdade. Eu fui. Retornei após algum tempo. Não tinha mais notícias do cara. Se quando sumido dos contatos drogava-se, embrigava - se, não sei. Desapareceu.

Tempos depois, soube que não freqüentava mais os lugares do pessoal tranqüilo, não aparecia mais para os amigos da adolescência. Disseram que ele agora era sujeira.
Havia deixado a prisão. Disseram que se envolveu em roubo, fora pego em flagrante, preso, sentenciado, encarcerado, e libertado. Mas não sem mácula. É realmente difícil a vida de um ex-presidiário.
Numa noite qualquer, cheguei a falar brevemente com ele. Achei-o estranho mesmo. Não me importei. Era meu amigo. Contudo havia mesmo muita sujeira nele. Era uma crosta grossa de revolta. Um olhar contaminado por malícia e raiva, culpa, ou sei lá. (A Little Respect – Erasure)

Naquela mesma noite ele não suportou ficar no lugar onde estava o pessoal conhecido de outras épocas. Foi pra uma quebrada. Envolveu-se numa briga. Comprou as dores de um cara. Levou um tiro que entrou por entre as costelas, atravessou a coluna, feriu a medula. Foi aí que o meu amigo, o dançarino maior de minha geração, agora se tornava paraplégico.

Ficou muitos dias morre e não morre em uma UTI. Teve pneumonia, feridas profundas (escaras), infecções várias. Um primo dele, gente trabalhadora como toda a família, dizia quando me via: “Dessa o Zé não escapa.”

Mas ele escapou. Ganhou rodas. Adotou uma toca na cabeça, óculos escuros, e a cara de poucos amigos que assumiu ao deixar a prisão. (Boys Don’t Cry - The Cure)

Após um longo período de recuperação com Fisioterapia, medicamentos para combater as infecções recorrentes, treinamento para o controle dos esfíncteres, começou a aparecer novamente nos lugares onde havia música alta. Dançava com a cabeça e os braços na cadeira. Tomava destilados. Sempre chegava em sua casa completamente embriagado. Sua mãe é quem dizia e lamentava. Bebia para esquecer. Não raro, esquecia até o dia e horário da Fisioterapia. (Pump Up The Jump – Techno Tronic)
Queria ser jogador de basquete adaptado para cadeirantes. Não deu certo. Uma infecção encontrou caminho aberto em seu ser para lhe ceifar a vida, a qual ele já não mais tinha apego algum. Morreu cedo. Viveu pouco. Mas foi, sem dúvida alguma, o maior dançarino de minha geração.
Sabe o que eu acho do consumismo? Eu acho que o consumismo é perverso e muitas vezes nos consome.
Vivamos a vida, e... Consumamos com moderação. (I Beg Your Pardon – Kon Kan)

Obs. Foto ilustrativa: Jardim do Auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão.

@Jefhcardoso74 (Twitter) Jeferson Cardoso (Orkut e Facebook). Feliz 2011!

domingo, dezembro 19, 2010

UM CONTO NATALINO

Três palhaços cabeludos e magros saltaram do opala preto de vidros escurecidos por película, quando três crianças também magras subiam a rua íngreme da creche Lar Abílio de Souza. Os palhaços já estavam prontos para o espetáculo que abrangia números circenses, tais como malabarismos, acrobacias e palhaçadas, é claro. Pararam por um instante para terminar um cigarro que dividiam. Olharam de relance para as crianças que chegavam diante do portão da secretaria da instituição e foram ter com a diretora, que lhes fez o pagamento adiantado. Coisa pouca. Cachê minguado. Algo que certamente consumiriam em algumas cervejas na noite que sucederia à manhã do espetáculo.
O carro da empresa de bens alimentícios Flábio Brasil Ltda. estacionou logo atrás do opala dos palhaços. Trazia alguns brinquedos e alguns doces, os quais seriam entregues pelos funcionários colaboradores do projeto Natal Melhor. Algo que a empresa praticava como parte de uma política de assistência e melhoria da qualidade de vida dos indivíduos da comunidade na qual estava instalada. A diretora fora recepcionar o pessoal da empresa à porta da instituição. Os recebeu com sorrisos e afabilidade. A criança maior das três aproveitou o ensejo e se aproximou da diretora que parecia conhecê-la. Afastaram-se por dois ou três passos, conversaram, e no instante seguinte a criança maior se despedia da menor, e esta ia para dentro do estabelecimento. Era uma menininha de pele morena e longos cabelos de corte irregular e embaraçados. Deveria ter no máximo quatro anos de idade.
A criança maior tomou a do meio pela mão e ambas voltaram ladeira abaixo com a mesma resignação com que haviam subido.
No pátio da creche, os palhaços envolveram completamente a massa infantil, que de suas pequenas cadeiras parecia hipnotizada. Nessa altura dos acontecimentos seria impossível destacar a criança que fora introduzida de última hora ao grupo, por um pedido da suposta irmã mais velha à porta da instituição, se não fosse por algo muito peculiar que atraiu para ela a atenção das pessoas envolvidas na organização da ação.
Após uma hora e meia de palhaçadas as crianças receberam balas que eram atiradas aos punhados. Coloridas, macias e perfumadas, causaram alvoroço na pequena multidão. As crianças ficaram com as mãos e com a boca cheia por falta de bolsos. Em seguida, um Papai Noel bastante magro distribuiu modestos brinquedos, todos muito bem embalados. Uma boneca para cada menina e um caminhãozinho para cada menino. As crianças foram instruídas a não tirá-los da embalagem ali, a fim de evitar transtornos por uma eventual destruição precoce.
A pequenina mais uma vez fugiu à regra. Fez com o dedo indicador um pequeno furo no plástico da frente da caixa, e por esta abertura introduziu uma a uma cada bala que havia angariado na disputa. Depois dos brinquedos vieram os pirulitos. Aos quais a pequenina deu o mesmo destino das balas. E por fim, o encerramento triunfal. Picolés servidos pelas monitoras que faziam a vez de auxiliares de Papai Noel. E adivinhe o que foi que a pequenina fez do picolé que recebeu. Sim. Introduziu na caixa. Uma monitora já havia percebido que ela nada comia e a tudo armazenava. Então se aproximou e teve confirmada a suspeita. Deu ordem para a menina retirar o picolé da caixa e consumir naquela hora. Ordem cumprida...
A pequenina chorava com o picolé derretendo e pingando ao solo. O pessoal da empresa se aproximou a fim de persuadi-la e confortá-la. Contudo ela apenas razoavelmente recobrou a calma diante da promessa de que seriam entregues picolés também para os seus irmãos na hora em que chegassem para buscá-la. Fim de festa. Crianças à porta. Cumprido o trato. Uma pessoa da empresa ficou curiosa quando percebeu que ao invés de desembalar os picolés e caminharem enquanto sorviam, as crianças os levavam inviolados ladeira abaixo.
Uma das colaboradoras olhou para a diretora do estabelecimento com cara de interrogação. Então a diretora disse que não haveria picolés que bastassem. Afinal eram tantos os irmãos famintos que aguardavam em casa.

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sábado, dezembro 11, 2010

A INFELIZ PROCURA POR UMA RACHADURA

Ensimesmado, como diria Machado, ensimesmado ele ia ao encontro do nada. Era um sujeito nem gordo nem magro, nem cabeludo nem calvo, nem alto nem baixo. Era jovem, bastante jovem. Prestes a completar dezenove anos de idade.
Olhou para a pintura que há muito estava fixada na parede que recebia de frente quem subisse o primeiro lance de escadas.
Uma pintura estranha, diga-se.
Não era apenas paisagem. Não era figura nítida de um ser, nem de pessoa. Não era pintura abstrata, mas dava margem a interpretações várias. Uns diziam que era um cachorro vira latas, outros uma onça parda, havia ainda quem dissesse ser um lobo magro, ou uma raposa, um gato...
Ele olhou e pensou: “Que coisa mais estranha!”
Havia recebido a incumbência de encontrar e mostrar ao pessoal da manutenção uma rachadura que havia por de trás do quadro. Não precisou de escada para alcançá-lo. Colocou-se nas pontas dos pés e o tomou com as duas mãos trazendo-o para diante de sua face. Agora, com o quadro nas mãos, a figura disforme tomara certa forma ainda incerta.
Ele olhou e pensou: “É uma hiena esse bicho esquisito.”
Com muito cuidado, repousou a tela recostando-a na estátua do Dom Quixote de lata em tamanho natural. Aquele Quixote de lata já havia sido famoso na cidade. Ornava o Shopping. Exibia sua armadura aos que adentrassem o acesso principal do conjunto de lojas. Agora estava ali, naquele espaço morto. Tornara-se obsoleto. E era tratado como um estorvo. Estava entregue à ferrugem, à poeira, à opacidade. Mas isso nem vem ao caso. Serviu ao nosso amigo como escora para o tal quadro. Ao menos fora útil para algo.
O rapaz voltou-se de frente para a parede, agora despida do quadro. Examinou com muita atenção. Não encontrou qualquer sinal de rachadura como o diretor de recursos humanos havia lhe indicado.
Então pensou: “Mas que diabos?”
Decidiu subir ao almoxarifado e tomar uma lanterna emprestada, assim poderia examinar melhor o local onde haveria uma rachadura ocultada pelo estranho quadro. Ao subir mais um lance de escadas, desviou da placa que advertia: “Cuidado! Piso molhado”. As moças o olharam com ar de enfado, mas ele sequer notou que estava manchando o lugar onde elas já haviam limpado. Dois minutos depois, descia com a lanterna em punho, espavorido. Tentava acionar a luz do aparelho quando, acidentalmente, chutou o balde. A água estava suja. Era água de vários enxágues do pano de limpar. Por obra do destino, coisa que só o tempo poderá mostrar se fora sorte ou azar, a água fora alcançar justamente a gravura que estava ao pé do Dom Quixote de lata em tamanho natural. Sentiu o coração disparar e, imediatamente, sua face arder em chamas. Então, olhou para cima, apenas a fim de constatar o ar vitorioso e um sorriso contido nas faces das moças da limpeza. Era sua ruína vinda como um raio. Já não estava bem na empresa desde que fora flagrado em atividade virtual ilícita durante o horário de trabalho. É que uma colega, que por acaso passava próxima ao monitor onde ele navegava em uma rara oportunidade, vira que as imagens que ele apreciava não eram, como eu diria, próprias para menores de dezoito anos. Aquilo manchara a sua reputação, contudo não fora interpretado como justa causa para uma eventual rescisão de seu contrato. Mas agora, após o episódio da gravura molhada e manchada por água suja, certo era que sua vaca fora pro brejo, sua viola estava em cacos, e a coisa estava mesmo danada para o seu lado. Recobrou os sentidos. Recuperou o tônus. E saltou sobre a tela. Arrancou a própria camisa, que era branca, e começou a tentar, desesperadamente, secar o objeto. No entanto a gravura apenas deixou de estar molhada. Agora estava mais seca, porém não menos manchada. A sua camisa ficara em estado deplorável.
Abatido, sentou-se sobre a poça de água. Abraçou o tal quadro. Dizem que até verteu lágrimas. Não sei se é verdade. Fato é que as faxineiras disseram ter se comovido ao ver a situação do pobre coitado. Ficou pior quando elas lhe disseram que a rachadura não estava atrás daquele quadro, mas sim atrás de um outro que ficava no rol do segundo andar. Um que retratava a figura dum leão robusto caçando numa savana.
E foi quando ele pensou: “Maldita hiena esquálida!”
*
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domingo, dezembro 05, 2010

O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO

Um amigo leitor me perguntou por que é que eu não tratava em meu blog de assunto tão urgente em nossos dias como este que vem dominando os noticiários nas últimas semanas. Eu respondi que todos já haviam tratado o suficiente. De mais a mais, eu não queria mesmo falar do narcotráfico, da guerra do tráfico, das tropas de combate de elite ou de araque. Afinal, as ervas que servem de matéria prima para o produto final continuarão recebendo insumos agrícolas; continuarão sendo plantadas e cultivadas; colhidas e beneficiadas, processadas; transportadas e distribuídas; comercializadas no atacado e no varejo; e finalmente consumidas por consumidores ávidos, viciados ou os tais que fazem uso “recreativo”. Então, meu amigo insatisfeito questionou-me; “Mas e o Rio de Janeiro?”
Bem, eu preciso dizer que, com uma estrutura dessas que acabei de citar, ninguém precisa do Rio de Janeiro para traficar?
E já que eu toquei no assunto, disse ao meu amigo que acho a sociedade muito tendenciosa. Diante dos monstros da nossa própria criação* tendemos a ficar estarrecidos, perplexos, horrorizados. Então, perguntamos onde foi que erramos. Negamos a verdade eminente. A verdade que, por mais que tentemos omiti-la, vem à tona. Fomos nós quem criou e alimentou os monstros que agora preponderam à cena; corre-corre, tanques nas ruas, soldados. Fugas tão espetaculares quanto uma corrida maluca de personagens de chinelos, descalços, sem camisa, de metralhadora em punho, gente caindo baleada, prótese de perna sendo esquecida em meio ao tumulto dessa São Silvestre dos horrores...
E o cidadão comum se pergunta por que é que não tomaram essas medidas antes. Mas é que a sociedade convive muito bem com o que a tal opinião pública acha plausível. Aceitamos perfeitamente a ampla apologia ao consumo de álcool, uma droga lícita; louvamos ao consumo indiscriminado dos fármacos, viciantes, porém lícitos; há poucos anos, vendíamos cigarros de chocolate para o deleite das crianças futuras fumantes, até descobrirem que se gastava mais em saúde pública para tratar os males do vício do que se arrecadava em impostos. A sociedade consolida e propaga a violência através de desenhos, filmes e jogos, e depois não entende por que há tanta barbaridade acontecendo. Pedi ao meu amigo que não reparasse, mas em minhas horas vagas eu prefiro trabalhar um conto, ler um pouco de Literatura, curtir a família, ao invés de ficar ruminando as novidades desse velho circo de tragédias anunciadas. E para finalizar a conversa, eu saí com uma do Rubem Alves: “Se não queremos a violência, como conviver com a hipocrisia de gerar riqueza com instrumentos de morte?”
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Obs. O título remete à canção Aquele Abraço, de Gilberto Gil
*Frase da canção Será, da Legião Urbana
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