Amigos

quinta-feira, julho 29, 2010

O Amor Eterno Dos Namorados

Cara leitora (o), não quero ser ácido, corrosivo, para com esse amor que os apaixonados o cantam associado a tudo que há de colorido, alegre, belo e feliz. Porém, advirto: Posso o ser.
Não é que eu pretenda falar de um amor infeliz, frustrado. Não, não, não. Nada disso. Muito pelo contrário. Tampouco venho falar do amor retratado em Coríntios 13, o amor universal, o amor da caridade, o dom supremo. Quero falar é do amor dos namorados mesmo. Contudo, pretendo falar de um amor cheio de verdade, mas de verdade mesmo, e não apenas um culto à libido, às ambições do corpo, aos sonhos de eterna e continua “fornicação”(sorrio), pois é tão comum confundirmos os termos e as coisas relacionadas ao amor.
Quando vejo pessoas de mil a milhões falando de amor é quase sempre de modo fantasioso que se manifestam. Falam da figura que imaginam que o outro seja (pobre do outro!); e haja sacrifício para enquadrar-se na demanda de atributos que fantasiam os tais “românticos” da vez!
Como bem lembrou Rubem Alves em sua crônica Paixão e literatura: “A doce condição de apaixonado tende a lambuzar as palavras com o seu melado...”
Amor de verdade, amor que se consolida, que se eterniza, se faz conhecer quando as delícias do sexo são inviáveis, quando a beleza está ausente em sua forma plástica, quando os corpos já não se apresentam atraentes e apetitosos como em outras épocas. Amor de verdade mesmo não é à primeira vista que acontece, pois à primeira vista, no máximo, o que ocorre, é o desejo instantâneo e desenfreado, é a abertura da porta por onde “pode” acontecer de adentrar o amor imperecível, mas até que se prove à ferro e fogo, é paixão, e isso não é pouco.
Ao que chamam de amor à torto e à direito vejo os desejos das fantasias; dos quais não estou livre, e nenhum amante está. Mas o amor de verdade se conhece é na podridão da ferida, no odor fétido que sobe da boca amargurada, no cérebro atrofiado que já não mais produz jóias da inteligência e do humor, mas sim delírios da morfina, vácuos da demência senil, ausências do Alzheimer...
Amor de verdade, amor que não se mede, não está presente no simples ato de ir buscar prazer com quem se possa tê-lo em abundância, mas sim no ato de ir dar apoio a quem sofre uma dor profunda e inevitável, quando o seu próprio peito esta doendo por esta pessoa; e note, e não perca de vista: refiro-me ao amor de namorados, de pessoa para pessoa, é deste que falo.
Quereria contar uma história rápida. É sobre um casal. A história é real. Mas sei que ninguém tem tempo para longas postagens. Sendo assim me limitarei a dizer o que já disse até aqui, mas retornarei em breve com a história que dará continuidade a esta postagem. Trata-se de uma linda história de amor, da natureza do amor do qual falo hoje. Até a próxima postagem!

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quinta-feira, julho 22, 2010

José Saramago (História Do Cerco De Lisboa)

Eu, que sou cristão, pude ver que era do alto da torre da mesquita, voltado para a direção de Meca, que o almuadem chamava a todos para a primeira oração do dia.
Aconteceu comigo, amigos. Tive uma grata descoberta. Um estilo ao qual eu não conhecia passou a fazer parte de meu histórico de encantamentos nessa vida. A História Do Cerco De Lisboa trouxe-me as tonalidades “frias e intensas” da escrita de Saramago, que até quando emocionado, refiro-me a como me pareceu o autor durante a composição deste livro, o qual li e agora falo, é comedido e racional. Não há alegrias baratas em seu estilo. O Homem não é de chamar palavras gratuitas ou despropositadas. Sua relação com as palavras é de uma abissal precisão cirúrgica. E até alguma palavra chula, ou “imprópria”, vai ao texto no momento exato em que deveria ir. Estou rindo agora, pois não pude evitar surgir-me a lembrança de rara ocasião de completo desbocamento do autor, como a ocorrida na pagina 284, onde, certamente que por solidariedade à reprimida mulher-a-dias, Saramago lhe coloca um dedo impertinente e sujo na boca. Impressiona também a habilidade do autor em conduzir a história, ou as histórias concomitantes. Vai tecendo de modo a parecer natural o curso de duas histórias distintas e anacrônicas entre si, em uma única e harmoniosa história.
O revisor literário Raimundo Silva evolui lado a lado com a História Do Cerco De Lisboa. É clara a paixão do autor pela cidade. Este sentimento está presente em todos os momentos em que a descreve. Lisboa vai sendo deliciosamente pintada em detalhes diante dos olhos extasiados do leitor, que sobe por mais de uma vez, e sem cansar-se, os cento e trinta e quatro degraus das escadas de S. Crispim. Magnífico o momento em que o autor, através do narrador, diz: “Lisboa aparecia como uma jóia por assim dizer reclinada na encosta, oferecida às volúpias do sol, toda coberta de cintilações, rematada lá no alto pela mesquita do castelo, rebrilhante de mosaicos verdes e azuis...”
Confesso que suspirei deliberadamente por Lisboa, e fui completamente seduzido pela bela.
No mais não direi nada. Não quero que o leitor desconfie que “haja mouro na costa” de meu texto. Não tenho qualquer intenção de revelar o conteúdo do livro. Acho atitude de enorme mau gosto estragar livros que podem dar imenso prazer a quem se der a descobri-los de parágrafo inicial a ponto final. E ponto final.
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quinta-feira, julho 15, 2010

Adriana Calcanhotto

A escritora Adriana Calcanhoto é cantora e compositora, e temos algo muito forte em comum, amor por Portugal. Em minha modesta opinião ela é uma diva da nossa música. Eu sempre gostei das canções dela, desde os primeiros sucessos até os trabalhos mais recentes. Ela mora no Rio de Janeiro, tem duas gatas e seis cachorros, e adora lavar louça.De suas canções tenho preferência especial por Mais Feliz, Vambora, Esquadros, Devolva-me, porém gosto de tudo que a moça canta. Ela me encanta. São canções as quais ouço e jamais me farto de ouvir. Talvez isso se dê pelo estilo dela, que segue em progressão continua e goza de influências diversas, entre as quais muitas influências literárias. Fez canções com os poemas de Mário de Sá-Carneiro, Carlos Drummond de Andrade e Ferreira Gullar. Adriana ainda ilustrou o livro O Poeta Aprendiz, de Vinicius de Moraes.
No ano passado eu tive a sorte de assistir ao show dela durante a Feira do Livro de Ribeirão Preto. Era a primeira vez que eu ia a um evento cultural grande como aquele. No dia seguinte ao show eu pude assistir á palestra da cantora, que falaria de sua aventura literária, Saga Lusa. Comprei o livro, ganhei autógrafo, dedicatória, tirei fotos, ofereci os meus textos, senti o perfume dela, olhei em seus imensos e profundos olhos azuis, e até conquistei sorrisos da moça, tudo com muito respeito, coisa de fã que sabe exatamente qual é o seu lugar. A moça foi muito gentil. Quando lhe ofereci os meus textos ela exclamou ‘Que bacana!’, eu disse que se ela gostasse que entrasse em contato pelo email que ia registrado ao rodapé dos textos. Ela sorriu e brincou; perguntou se poderia não entrar em contato; eu entendi a piada e, sorrindo, inteirei que esperava que ela gostasse. Bem, isso já faz um ano. Acho que ela não gostou. Mas nem por isso eu deixei de achar tudo de bom dela, nem tampouco deixei de escrever. Pois a vida continua. Vambora! O livro de Adriana Calcanhoto foi escrito durante a turnê do disco Maré, em Portugal e nos Açores – a digressão portuguesa de Maré – entre maio e junho de 2008.“Voltei do segundo show pálida, trêmula, mas mantendo a pose no meu deslumbrante robe azul. Subi no elevador com uns africanos que se entreolhavam, tentando localizar de que tribo são as senhoras que andam de robe de veludo e havaianas, com uma braçada de flores na mão e olheiras que as fazem parecer um urso panda disfarçado de cantora” (trecho do livro Saga Lusa)

Obs. As informações deste texto eu retirei do próprio livro Saga Lusa, e o encontro foi mesmo fantástico. Sempre que ouço uma ou várias de suas canções eu penso que um dia ela ainda vai me enviar um email. (sorrio).

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sexta-feira, julho 09, 2010

Rubem Alves

Hoje eu gostaria de florear, inventar, gastar o seu tempo, caro leitor. Mas não farei isso. Direi apenas a verdade. O assunto é muito agradável e mágico, dispensando-me do trabalho da invenção. Não inventarei nada. Farei mais uma crônica e nada contarei além do ocorrido. O que tenho para falar é algo que há algum tempo atrás seria inimaginável para mim, pois a minha rotina de vida, de trabalho, me afastava completamente deste tipo de acontecimento que aqui trago para compartilhar hoje. Amigo leitor, no dia que seguiu o dia em que conheci o Carpinejar, haveria uma palestra de Rubem Alves. O que eu ainda não havia contado é que, eu já conhecia o Rubem Alves antes mesmo de Ribeirão Preto. Sim, é isso mesmo. Eu conheci o nosso ilustre escritor brasileiro Rubem Alves, mineiro de Boa Esperança, nascido no dia 15 de setembro de 1933, teólogo, mestre e doutor em Filosofia e Psicanálise, ex-professor na Unicamp e na Unial Theological Seminary nos Estados Unidos, autor de inúmeros livros, colaborador em diversos jornais e revistas, cronista de grande sucesso, esse é o Rubem Alves que conheci na cidade de Poços de Caldas em abril deste ano.
Eu sempre ouvia falar sobre Rubem Alves, até que uma amiga me disse: _Jeferson, você já leu Rubem Alves? Eu respondi que não. Então ela me enviou o conto “O Sonho dos Ratos”, ao qual li com muito prazer, e achei magnífica a maneira crítica e romântica com que ele retratou a essência humana. Tornei-me fã imediatamente.
Em abril deste ano seria realizada a Flipoços, e Rubem Alves estaria lá. Era o patrono do evento e receberia uma merecida homenagem. Fui assistir ao evento e, o que vi me deixou muito comovido. Um grupo teatral da cidade representou para a platéia, e diante do próprio escritor, várias de suas crônicas. Foi sem qualquer dúvida uma linda homenagem. Creio que uma das mais belas que um escritor possa receber. O clima da ocasião era de grande descontração, e antes da apresentação, num dado momento, eu pude falar com ele. Apresentei-me, disse que em minha casa eu havia separado textos para entregar para ele pessoalmente, ele sorriu, apanhou os meus textos, e simpaticamente agradeceu-me dizendo que os leria com carinho. Pedi para tirar uma foto, e ele foi gentil e cortês consentindo. Conversamos até o início da cerimônia de homenagem. Aproveitei e fiz uma pequena brincadeira. Usando um trecho do início de seu livro ‘Se eu pudesse viver minha vida novamente” eu perguntei: Como é que o senhor planejou a sua vida para chegar onde chegou? Ele sorrindo e batendo em meu ombro respondeu-me tal qual está no livro: “Eu estou onde estou por que todos os meus planos deram errado, Jeferson.”
No dia seguinte ocorreu o mais incrível. Eu e Andréia tínhamos que partir, porém antes decidimos passear um pouco e fazer algumas fotos da fantástica Praça Pedro Sanches. Descemos a rua do pequeno hotel no qual nos hospedamos, atravessamos uma rua larga com uma imensa faixa de pedestres, chegamos à praça, e foi quando, ao atravessarmos a ponte da Praça, avistei um senhor na outra extremidade da mesma, eu abri os braços e exclamei a todo pulmões: _Mas ora se não é Rubem Alves! O homem sorriu ao ver meu gesto natural e expansivo, me abraçou, conversamos um pouco ali parados sobre a ponte e, falamos sobre a beleza de Poços, eu disse que os textos que eu havia lhe entregado na véspera foram preparados em minha casa, porém, eu não havia dito onde era minha casa, e então eu disse: _Minha casa fica a uns 300 quilômetros daqui, fica em Ituverava, Sr. Rubem. O homem cantou um trecho da música que tem por letra o poema minha Ituverava do ituveravense Vítor Martins. Conversamos mais um pouquinho e cada qual seguiu o seu caminho. Dois meses depois ele lotaria o Theatro Pedro II ao proferir a sua palestra, mas dessa vez eu não tive como chegar próximo dele. Ele deixou o palco imediatamente após terminar a palestra, e disse que não estava bem da coluna. Não pude perguntar o que ele achou de meus textos. Mesmo assim foi ótimo revê-lo.
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domingo, julho 04, 2010

Fabrício Carpinejar

Quando começou a Copa da África eu não estava em minha casa. Eu estava participando da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Confesso que a movimentação da Feira me abstraiu em grande parte de tudo que era relacionado ao futebol. Eu queria ver aos shows, queria ouvir e conhecer os escritores, eu queria assistir às palestras, queria visitar os stands, ver a movimentação das gentes, queria assistir ás apresentações teatrais, comer comida de Praça XV, respirar Praça XV, viver Theatro Pedro II...Consegui fazer tudo o que eu queria, e um pouco mais. A sorte é sempre muito generosa para comigo. Andréia me acompanha e, diz que sou engraçado, um encanto. Eu, apenas sorrio.
Chegamos a Ribeirão na Véspera do jogo da abertura da Copa de 2010. Fomos direto ao Theatro Pedro II aonde vimos o divertido Coral Minaz apresentar ‘O Barbeiro de Sevilha’. Logo após seria o Show do Clube da Esquina. Eu nunca havia visto o Milton Nascimento, o Lô Borges, e nem o Flávio Venturini. Foi muito legal.
No dia seguinte eu queria assistir a uma palestra de um cara que eu havia conhecido através das minhas visitas aos blogs. O blog do cara crescia feito planta. Eu não sabia quem era o cara e nem sobre a sua obra, mas resolvi conversar com os seus seguidores, fazer amizades. Comecei a ler o seu blog e gostei da maneira como ele escrevia. Vários de seus seguidores passaram a apoiar o meu blog também. Isso era tudo. No blog do cara havia algumas fotos dele. Bem, foi por essas fotos que eu o reconheci quando o encontrei em frente ao Auditório Meira Junior. Pedi para tirar uma foto comigo, disse que eu era um fã e, eu estava vestindo uma camiseta da Legião Urbana (banda que muito gosto), ele olhou para minha camiseta e disse: _Tu esta com uma camiseta da Legião! Eu tiro uma foto contigo. Aí já achei o cara legal, desprovido de formalidades, boa gente. Tiramos essa foto que aí está. Após a foto fui assistir a sua palestra. A maioria dos espectadores era formada por jovens mais jovens que eu. O cara dominou a platéia. Deu um espetáculo. Começou por recitar um poema enquanto andava por entre as cadeiras e interagia com o público. Brincou o tempo inteiro com a mediadora da palestra, e contou histórias fantásticas e de forte apelo alto astral. Eu e Andréia ficamos extasiados com a performance do sujeito. Durante a palestra eu perguntei se ele lia blogs, ele disse que sim, perguntei se ele visitava blogs e respondia aos comentários, ele disse que responder era difícil, mas que sempre dava uma olhada nos blogs, perguntei se ele visitaria e comentaria em meu blog, o qual estava registrado nos textos que lhe ofereci, e ele disse que sim. Terminada a palestra, eu e Andréia decidimos fazer algo bem gostoso para comemorar a nossa alegria em estar ali em meio àquela efervescência cultural. Fomos a um restaurante próximo para assistir ao jogo de abertura da copa e almoçar. Quando estávamos ali, eis que chega o escritor acompanhado da simpática escritora ribeirão pretana, Eliane Ratier, a qual lhe recepcionava. Como bom interiorano que sou o cumprimentei. Ele foi muito atencioso e veio até nossa mesa, o convidei para que tomasse um acento, ele então fez questão que participássemos à sua mesa que era maior. Protestei. Disse que não queria o incomodar. Mas ele fez tanta questão, então almoçamos, assistimos os Bafana Bafana empatar em 1 gol com o México, e conversamos sobre um pouco de tudo; família, política, trabalho, mas, curiosamente, só não falamos de Literatura. (sorrio).Bem, o cara ainda não veio ao meu blog. Porém eu ainda não havia tratado do assunto aqui. Reforçarei o convite ao Fabrício Carpinejar.
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sexta-feira, julho 02, 2010

Confesso Que Chorei

Aconteceu. Éramos uma família unida em frente a um aparelho televisor a esperar o grande momento. Aquele time encantava até quem não dava muita importância para o esporte e, aquela camisa era de um carisma, de uma tradição, de um poder imenso, e de tantas façanhas que mais pareciam fábulas. Mas veio o dia em que a coisa não deu certo. Os caras tentaram. Eu fui testemunha do quanto tentaram. Eu vi os caras tentarem superar o adversário a qualquer custo. Chegaram a gritar gol, mas não o suficiente. Tinham craques, mas não bastaram. Possuíam um treinador magistral, mas não adiantaria nada. Foi tão triste! Minha casa, que era tão pobre, havia se esquecido que era pobre durante o sucesso daquela esquadra, estava bonita de tão alegre nos dias de jogos. Minha família, que não se importava nada com o futebol, durante aqueles dias ficou tão entusiasmada. Sabe, eu não me envergonho de contar, mas eu chorei. Verti densas e profusas lágrimas. Achei uma enorme injustiça aquela derrota. Tive vontade de me tornar jogador para reparar aquela injustiça monumental com minhas próprias forças, com minha própria vontade de vencer. Fiquei ainda por muitos dias com uma tristeza chata alojada em meu peito, em meu sorriso, em meus olhos quando via uma bola. Era 82 e, eu tinha apenas 8 anos, não entendia nada de futebol, ninguém havia me dado uma bola de presente quando eu era menor, e mesmo assim eu odiei o Paulo Rossi. O Telê Santana, o Zico, o Sócrates e o Falcão, todo o elenco daquela magnífica seleção não merecia tal desfeche trágico. O futebol tem dessas coisas. Aquela seleção da Itália acabaria sendo a campeã ali na Espanha. Mas o Brasil de 82 foi a melhor seleção daquele mundial. Sinto um pesar até hoje por aquela derrota. Já a seleção do Dunga...
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E o meu palpite é: Brasil 4X1 Holanda

Uma onda de otimismo tomou conta de mim hoje. Os pragmáticos não ousam vaticinar um resultado de larga vantagem para nenhuma das duas seleções. Dizem que o retrospecto leva a um prognóstico cauteloso, reservado. Eu passei a semana inteira entre palpitar por 2x0 ou 2x1. Eis que chegou o grande dia. É hoje que o Brasil enfrentará a Holanda pelas quartas de final desta vuvuzelante jabulanizada Copa da África. Eu ia mesmo de 2x0 quando acordei nesta manhã, porém, no trabalho, trouxeram-me uma folha repleta de palpites e convidaram-me a participar. Tratava-se de uma simpática brincadeira interna da empresa. Um Real para palpitar e assim participar. Eu corri os olhos pela folha e dentre os inúmeros palpites eu vi que ninguém estava ousando além dos 3x0. A maioria ia no 1x0, 2x0. Um ou outro ousava um 3x0, ou 3x1. Houve até quem desse palpite de vitória para o adversário. Mas eu pensei: "Um Real é um preço muito baixo para ser feliz. Quero torcer, quero vencer, quero ver o supostamente improvável aos pragmáticos”. Apostei; Brasil 4x1 Holanda; e disse: _A Estatística é uma ciência em constante renovação.
Não me importa que em 74 tenha ficado 2 a 0 para os laranjas, não me importa que em 94 ganhamos por 3x2 no sufoco, graças a um derradeiro gol de falta, a celebre cobrança de Branco, não me importa que em 98 tenha sido 1 a 1 no tempo normal, para a vaga vir para nós somente nos penais. Eu quero é proclamar meu otimismo e, que me perdoem os pragmáticos.

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