sábado, fevereiro 13, 2010

O Jardim da Morte

A Morte estava em seu imenso jardim a podar algumas roseiras, a aparar alguns arbustos, a arrancar algumas ervas daninhas, quando, bem ao auto da imensa estufa de jardinagem, veio o som do alto-falante a chamar-lhe para atender a uma ocorrência; e que ela sempre estava de plantão; vivia de plantão. Como em todas às vezes o chamado era urgente. Ela já sabia que aquilo ocorreria, estava de sobre aviso, e sua experiência profissional lhe permitia prever com certa antecedência o momento em que um cliente precisaria de seus serviços. Partiu veloz. Passou por toda parentela que se encontrava a porta do quarto hospitalar do pobre ancião agonizante. Colocou-se lado a lado com os que se encontravam junto do velho a beira do leito. Alguns a sentiram romper ao passar. Sentiram uma espécie calafrio que percorrera num segundo dos pés a cabeça, ou vice-versa. Outros dizem ter sentido algo estranho, como um mau presságio, uma coisa ruim ou algo assim. O fato é que ela veio. Se se demorou a chegar, se chegou rápido demais, nada disso tinha relevância. Na exata hora em que era para ela ali estar, ali ela estava. Nem uma fração mínima de segundo fora do que estava previsto no grande livro da vida. Ao chegar deparou-se com o ancião a lutar intensamente para deixar as dependências da carne. Era uma gemência sem pausa, uma respiração dificílima, agônica. Fadigado de tanto tentar desgarrar-se da aparência que conhecia por ser seu ser, sentiu enorme alívio ao ver que a conceituada e infalível profissional do ramo havia chegado. Ao aproximar-se do homem, ela lhe tocou nas feridas interiores com sua vasta experiência; coisa acumulada desde o primeiro protozoário que partiu, até o presente momento em que se encontrava ali naquele quarto de hospital. Arrancou o homem de sua carcaça como quem retira uma carta de um envelope. Pediu-lhe que aguardasse num canto do quarto que as outras providências já estavam encaminhadas e partiu. Retornou para o seu jardim. Mas é claro que o sabor da manhã já havia mudado devido à interrupção do desfrute daquele dia ensolarado. Dizia ela, em sua intimidade, que a manhã é como o café, se não é tomada toda de uma vez, do início ao fim, ela fica fria e perde o aroma e o sabor. Pensando dessa maneira, é claro que não era uma senhora muito bem humorada com seu ofício, de bem com a vida por assim dizer. Ela continuou suas podas.

*

Obs. Este texto foi originalmente produzido e postado por mim, em meu blog, no dia 17.01.09. Achei que seria válido retomar a idéia, e numa releitura acabei reeditando e modificando algumas coisas (inclusive o título) que fizeram toda diferença para mim. Aos que leram o original eu espero que o apreciem nesta reedição, e aos que não leram espero que gostem como eu gostei.

55 Comentários:

Blogger Ianê Mello disse...

Jefh,

que texto lindo e realista.

A morte é assim mesmo...impiedosa, ineperada.

Gostei muito.

Parabéns!
Tenho alguns poemas sobre ela.

http://labirintosdaalma.blogspot.com/2010/01/hora-da-partida.html



Beijos.

13 de fevereiro de 2010 07:06  
Blogger Priscila Rôde disse...

Senti calafrios! rs
Nossa, que texto intenso esse seu. Tira o ar em alguma partes, e dá até uma certa angustia.

"Dizia ela, em sua intimidade, que as manhãs são como o café, se não é tomada toda de uma vez do início ao fim, elas ficam frias e perdem o aroma e o sabor."

Lindo isso. Vou guardar comigo!

13 de fevereiro de 2010 07:09  
Blogger Paulo Braccini disse...

tenso ... mas lírico ao extremo ... parabéns

;-)

13 de fevereiro de 2010 08:46  
Blogger Úrsula Avner disse...

Olá caro Jefh, passando para agradecer sua visita e gentil comentário. Quanto ao registro de poesias, você deve procurar a biblioteca pública de sua cidade e se informar a respeito.
Há um custo que é cobrado pelas poesias registradas, por isso é bom ter várias reunidas num só bloco para fazer um registro único. Pelo menos no meu caso é assim que funcionou. Acredito que devem existir outras formas de registro de autoria. Espero ter ajudado... Um abraço. Volte sempre !

13 de fevereiro de 2010 09:15  
Blogger jefhcardoso disse...

Ianê, legal que gostou! Irei ao “labirintos” para ver o que andou falando da velha senhora (sorrio). Abraço e obrigado!

Priscila, sentiu calafrios? Cuidado! (rindo) Brincadeirinha. Que bom que sentiu tanto e tanto gostou. Obrigado! abraço!

Paulo, tenso, extremamente lírico? Você sabe agradar, amigo. Muito obrigado. Forte abraço!

Úrsula, obrigado por sua pronta atenção. Tenho tomado algumas precauções (os públicos em jornais oficiais e guardo as publicações), mas correrei atrás de mais algo. Vai que faço sucesso (sorrio); quem sabe?

13 de fevereiro de 2010 15:10  
Blogger Paulo Braccini disse...

amei o coment lá ... a XIFRUDA é uma BESTA ... ops ... THE BEST ...kkk

bjux

;-)

14 de fevereiro de 2010 03:26  
Blogger jefhcardoso disse...

Aí esta você, meu amigo Paulo, seriamente espirituoso. Abraço!

14 de fevereiro de 2010 16:01  
Blogger Razek Seravhat disse...

Muito me honrou ter sido chamado de amigo por pessoa que escreve tal Rubem Braga. Embora deva ressaltar que a amizade é algo abstrato e há muito escassa. E... quer saber? Também ando fatigado, mas com este viver que mais parece com o morrer.

E no mais, não posso ser fatalista, pois o meu tenro humanismo me impediria.

Valeu, ternura sempre!

14 de fevereiro de 2010 16:50  
Blogger jefhcardoso disse...

(sorrindo eu respondo) Meu relativamente amigo tenro humanista, Razek Seravhat, muito honrado fiquei eu com o seu cuidado em vir e se expressar, fazendo uso espontâneo de minha casa (blog). Quanto à comparação do estilo de Rubem Braga, fico muito grato, pois sei que este é um Senhor Escritor, pelo que tenho ouvido falar, porém, nada conheço de seu trabalho.
Forte Abraço, "amigo"!
Obs. Gostei muito do seu comentário.

14 de fevereiro de 2010 17:39  
Blogger Gleidson Melo disse...

Olá, Jefh! Reflexão e inspiração, sempre. Valeu amigo! Gleidson Melo

14 de fevereiro de 2010 18:35  
Blogger jefhcardoso disse...

É isso aí, Gleidison. A vida nos inspira então publicamos. Forte abraço e obrigado!

15 de fevereiro de 2010 05:49  
Blogger Kênia Silva/Garotas Edificadas disse...

Oi Jefh ,tudo blza!!Bacana o seu blog viu!
Mto legal os textos!!
Aproveito pra te convidar a conhecer o meu tb!!
Abço "procê" e te vejo lá!
Ahh já estou te seguindo!!Volto aki depois!!
Té +++!!

15 de fevereiro de 2010 06:07  
Blogger jefhcardoso disse...

Kênia, comigo está tudo bem. Obrigado!
Que bom que gostou dos meus textos!
Abraço “procê” também e obrigado pelo convite para conhecer o seu blog. Será um grande prazer.

15 de fevereiro de 2010 16:47  
Anonymous cousas pequenas disse...

Un saúdo...non concordo en que a historia dea escalofrios... na miña opinion mais ben da unha idea traquila e amigable da morte...como unha parte mais do ciclo da vida

16 de fevereiro de 2010 00:47  
Blogger Ricelli e Ivo disse...

Olá! Td bem?

obrigada pela visita! Estou conhecendo seu blog e achei muita coisa linda. É muito poético.

E esse texto é muito forte, mas doce, sutil, gostei mesmo. Não conheci a versão anterior, mas essa está mais que aprovada, rs.

bjs!

16 de fevereiro de 2010 05:38  
Blogger porta aberta disse...

boa tarde jefh,
gostei do texto,,,
volto mais vezes,,,um abraço!

16 de fevereiro de 2010 08:07  
Blogger jefhcardoso disse...

Ricelli e Ivo, eu estou bem, obrigado!
Gostei muito de terem vindo e aprovado o meu texto. Espero tê-los aqui mais vezes.
Abraço e obrigado!

Porta Aberta, as minhas portas estarão sempre abertas para sua pessoa (sorrio). Abraço!

16 de fevereiro de 2010 16:53  
Blogger Luciana Saldanha disse...

Ei meu amigo!!!!!!!!!! que saudades suas.
Bem a morte é aquela quem vem quando menos se espera,mas acredito que ela seja uma porta que se abre, para termos a chance de continuarmos a viver de uma outra maneira.
Muito lindo seu poema, pois tem a delicadeza de expressar algo tão doloroso, para quem fica ainda por esperar. bjs a ti meu amigo

17 de fevereiro de 2010 06:36  
Blogger jefhcardoso disse...

Oi (sorrindo)! Senti sua falta. Não devia ficar tanto tempo assim sem dar uma palavrinha nesta casa. Obrigado por chamar lindo o meu poema; isso, vindo de você, para mim é um prêmio. Obrigado por vir e um forte abraço para você!

17 de fevereiro de 2010 14:45  
Blogger Maria Caroline disse...

Belíssimo!!!

Abraço

17 de fevereiro de 2010 16:38  
Blogger Tati Rodrigues disse...

A morte sempre me faz refletir... e lendo seu texto senti realidade, mas um certo alivio em sua narrativa, no fato de vc narrar que todas as feridas são arrancadas... a carta sendo tirada do envelope... bela alusão...

belo texto Jefh. Corrido, solto, sem delongas, realista, lírico, belo, trágico, mas romantico... parabéns!

17 de fevereiro de 2010 18:45  
Blogger Mirse Maria disse...

Bom dia, Jefh!

Do Maria Clara para cá.

Muito bom seu texto. Falar sobre morte, nos traz uma espécie de esperança no viver.

Viver bem, morrer em paz!

Parabéns amigo,

Abraço

Mirse

18 de fevereiro de 2010 00:23  
Blogger jefhcardoso disse...

Bondade sua, Maria Caroline. Muito obrigado por vir! Forte abraço e um bom dia!

Tati, eu também reflito nas questões da vida, a morte é uma delas. Trabalho em hospital (UTI), lido com estas questões nos meus dias, e a cada dia me é revelado algo da vida. Às vezes escrevo sobre estes aprendizados. Muito obrigado pelo elogioso comentário. Forte abraço e até breve!

Bom dia, Mirse Maria! Muito obrigado por vir e me felicitar pelo texto! Seja muito bem vinda nesta casa. Espero que retorne sempre que tiver vontade. Será um prazer lhe ver por aqui. Abraço!

18 de fevereiro de 2010 00:56  
Blogger Kênia Silva/Garotas Edificadas disse...

Oii Jefh!
Obrigada pelo seu coments fofo lá no Garotas.
Espero te ver sempre por lá!!
Oh só falta vc seguir a gente,afinal um opinião masculina no nosso mundinho feminino é sempre bem vinda!!kkkk

Inté!!

18 de fevereiro de 2010 11:05  
Blogger Kim Sousa disse...

Pois é meu caro Jef...Abro espaço sim a exposição...o texto é este mesmo? O Jardim da Morte? Irei lê-lo com td certeza...

Bem, sobre o incêndio...foi algo muito estranho...um garoto deixou cair uns produtos dentro do clorofórmio onde estávam uns restos humano ae pegou fogo...o laboratório dois...o incêndio foi pequeno e sem muitas perdas...mas na ala da zootecnia foi pior...pq várias pesquisas se perderam por conta das quedas de energia...ahahh...

Bem, acho o seu blog magnífico...continue assim...até mais...

18 de fevereiro de 2010 13:31  
Blogger jefhcardoso disse...

Kênia, agradeço o seu carinho e atenderei ao seu convite; darei os meus pitacos por lá (sorrio). Muito obrigado e abraço!

Sim Kim, o texto ao qual lhe convidei é este, mas fique à vontade para ler todo e qualquer. Lamentável o incidente. Quanta perda!
Obrigado pelo magnífico. Fico honrado. Abraço e até mais!

18 de fevereiro de 2010 15:01  
Blogger Luciana Saldanha disse...

Peço Desculpas a você por minha ausência, pois tenho trabalhado muito, além de postar meus videos no youtube, depois se quiseres fazer uma visita em meu canla irei adorar amigo querido.
Obrigada por seu carinhoe atenção para comigo.Agradeço a sua amizade a Deus pois te-la para mim é um premio( para fraseando você)Bjs Lu

19 de fevereiro de 2010 15:49  
Blogger jefhcardoso disse...

Sou eu quem agradece a Deus, Luciana (sorrio), por sua carinhosa amizade! Venha quando puder. Será sempre muito bem vinda aqui. Beijos.

19 de fevereiro de 2010 17:38  
Blogger Mariah disse...

Obrigada pela visita em meu blog>

"Morte" - Indecifrável
Estamos aqui só de passagem, temos que dar o melhor de nós, viver cada segundo como se fosse o último.

Abraços
Mariah

20 de fevereiro de 2010 14:44  
Blogger jefhcardoso disse...

É isso, Mariah. Viver intensamente, com sabedoria. Sou eu quem lhe agradece pela visita. Forte abraço!

21 de fevereiro de 2010 04:34  
Blogger A Cúpula das Vaidades disse...

Parabéns , consegue retratar como poucos sua sensibilidade na escrita... Inté.

21 de fevereiro de 2010 16:43  
Blogger jefhcardoso disse...

Obrigado a “A Cúpula das Vaidades” que se fez presente. Espero que retorne tantas outras vezes. Abraço e inté!

22 de fevereiro de 2010 16:56  
Blogger Maga Macaca disse...

Olá! Muito bom! Vc escreve de modo delicioso!
Gostei muito! Um grande abraço! E obrigada pela visita ao meu blog: http://historiaspegajosas.blogspot.com
abraços!

27 de fevereiro de 2010 12:29  
Blogger Flávia Diniz. disse...

Muito bom

parabééns.

Beijooos

27 de fevereiro de 2010 13:21  
Blogger Raphael disse...

O que posso dizer do seu texto??
É espetacular e intenso!!
Textos desse tipo fazem meu gênero.
Você escreve muito bem, está de parabéns!
Sou blog é TOP!
^^
Abraços,fui.

27 de fevereiro de 2010 16:27  
Blogger jefhcardoso disse...

Maga Macaca, muito obrigado! Você é muito gentil e generosa. Abraço!

Obrigado Flávia! Beijo pra ti também!

Raphael, muito obrigado, cara. Espero lhe ver sempre comentando com essa força por aqui. Abração!

27 de fevereiro de 2010 16:54  
Blogger conxita disse...

HUM BEM INTERESSANTE SUAS PALAVRAS E UM VOCABULÁRIO RIQUÍSSIMO ...ESTÁS DE PARABÉNS ABRAÇÃO AMIGO!!! SORTE PRA VC EM SUA VIDA OK?QUE CONTINUES SEMPRE SUAS METAS HEHEHHE BJO

8 de março de 2010 17:28  
Blogger jefhcardoso disse...

Conxita, obrigado por seu gentil comentário, amigo. Desejo o mesmo a você. Grande abraço!

9 de março de 2010 01:43  
Blogger Pérola disse...

Eu lembro q estive por aqui e comentei sobre esse texto.Ué,cade o meu comentário?
Bem, falando da frieza da mulher.Deixe- me ver,se lermos com sabedoria,creio q a frieza ñ é contida por natureza própria o fato é que por estar no ramo a tanto tempo já se acostumou com pessoas partindo deste plano p/o outro, o q se tornou para a senhora um fato normal.Isso ñ quer dizer q necessáriamente ela ñ sinta nada,provavelmente sua dores estão contidas naquele jardim, onde lá, ela pode expressar os seus verdadeiros sentimentos.
Acertei?
Tomara rs.
Parabéns pela postagem eu gostei demais,ao menos eu refleti, mesmo q ñ tenha chegado no contexto real da coisa rs.
Beijokas.

16 de março de 2010 19:10  
Blogger Michele disse...

Nossa!nunca li algo lindo assim sobre a morte.
Gostei muito do blog, estou devolvendo a visita,
já estou seguindo seu blog.
bjos

17 de março de 2010 17:39  
Blogger jefhcardoso disse...

Michele, muito obrigado. Este é um texto que tem me dado muita alegria “de certa forma”. (sorrio). Gosto muito dele. Abraço!

18 de março de 2010 02:36  
Blogger (¯`·._.·[***Celina***]·._.·´¯) disse...

Olá Jefh, obrigada pela visita. Vim conhecer seu cantinho e comecei por esse texto cujo título me chamou atenção, gostei muito, parabéns! Quando tiver tempo volto para ler o resto. Quanto à sua pergunta: será que as moças vaidosas curtem literatura? Não sei se todas, mas eu gosto, só sinto não ter tempo suficiente para ler tudo que gostaria e tbm escrever, pois tenho um cantinho que anda abandonado, mas é lá que expresso meus sentimentos, quando quiser visitar é: www.oparaisodoamor.blogspot.com
Bjobjo e ótimo fim de semana;)

19 de março de 2010 16:36  
Blogger jefhcardoso disse...

Celina, obrigado pela visita, obrigado pelo convite. Muito obrigado. Não deixe o seu gosto pela escrita adormecido. Dê asas para as palavras e elas voaram com você. Abraço!

19 de março de 2010 18:59  
Blogger jefhcardoso disse...

Pérola, desculpe por responder tão atrasado. Não sei o que houve. Quanto a sua leitura foi perfeita. Existe tudo que o texto lhe disse. Obrigado pela atenção e um forte abraço!

20 de março de 2010 17:08  
Blogger porcelain doll disse...

Adorei o texto,faz de um ato tão natural ser
vinculado ao nosso meio sem problemas e frustrações.Pois o ser humano sabe que um dia em algum momento seu coração,sua mente pode não estar mais ali em comunhão com o mundo carnal,é quando chega a morte. Morte que com esse texto torna-se uma reflexão diária para aos quais dormem de olhos abertos com medo que ela chegue.
Um abraço.

1 de abril de 2011 06:54  
Blogger Ma Ferreira disse...

Olá Jefh, tudo bem?
Adoreio o conto. Vc abordou o tema, que não é nada agradável de maneira leve, sem aquele peso todo que o tema carrega.
Me fez lembrar o filme Encontro Marcado, com Antony Hoppins e Brad Pitt.( aquele Feio ) rs
Mais uma vez parabéns pelo seu talento!!

Um beijo..

Ma Ferreira

10 de maio de 2011 17:07  
Blogger Veronica disse...

Me senti vivendo os meus 33 anos na área da saúde, quantas vezes assisti esse "filme", mas continuo com uma dúvida. É a morte que se apodera da carne ou a vida que escapa aos poucos?Muitos tecidos permanecem vivos, enquanto a alma já se foi...

3 de maio de 2012 05:43  
Blogger bianca alcantara disse...

nossa gostei muito,to ate me sentindo mas alegre.
gostei muito do seu blog

5 de maio de 2012 17:53  
Blogger Lays Helena disse...

Parabéns,adorei o texto.Há pessoal que visita esse adoravel blog visitem o meu:http://teenafaze.blogspot.com.br/ Obrigada bjos.

9 de junho de 2012 09:58  
Blogger Brenda Angélica disse...

Amei seu blog também , e os textos são maravilhosos! Beijos! :))

16 de junho de 2012 00:27  
Blogger Tina Coelho disse...

Adorei...deu até pra sentir esta dama rabugenta e inevitável rondando a minha pessoa...eu que igual ao ancião reluto em deixar este macação de carne que aprecio tanto e acho que serve tão bem a mim...rsrs. um abraço Tina Coelho

16 de junho de 2012 09:00  
Anonymous Arte-fonte de conhecimento disse...

Simplesmente intenso! Amei seu blog também, já faz mais de uma hora que eu estou lendo aqui.Voltarei sempre! Parabéns!

16 de junho de 2012 18:16  
Blogger Ana Rita Ramos disse...

Adorei este texto tão intenso sobre um tema delicado e a maneira como escreve através de comparações e metáforas. Magnífico.

22 de junho de 2012 12:44  
Blogger Anna Vitória disse...

Jefh, Com poucas palavras você escreve um texto que mexe com todos. Parabéns e continue sendo esse grande escritor que você é!

24 de novembro de 2012 12:39  
Anonymous Anônimo disse...

Lindas palavras! me identifiquei muito com seu texto. Um abraço Samanta

14 de abril de 2013 20:42  

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