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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Mas quem é esse Eric?

Amigo leitor, esta postagem vem a completar o sentido da anterior, onde eu falava, entre outras coisas, sobre Eric Arthur Blair, ou George Orwell. Nascido em 1903, na cidade de Motihari, em Bengala, região da Índia. De família inglesa, seu pai era funcionário do órgão da administração britânica para controle do comércio de ópio. Quando tinha quatro anos a família Blair (não sei qual seria o parentesco do escritor com as Bruxas do filme, até por que as Bruxas são de Blair, mas nada indica que também sejam da família do Tony Blair) retornou à Inglaterra, onde Orwell estudou em escolas tradicionais. Em 1922, entrou para a polícia colonial britânica, permanecendo na Birmânia até janeiro de 1928, quando pediu demissão. De volta à Europa optou por viver como um vagabundo, de certa maneira “expiando” a culpa de seu passado de gendarme (do francês arcaico, gente de armas; gens d’armes) colonial, como ele próprio sugeriu. Perambulou por Londres mendigando – você, amigo leitor, gostaria de perambular por Londres, ainda que fosse mendigando? - e trabalhou em Paris como lavador de pratos – e lavar pratos em Paris, gostaria o leitor?. “Down and out in Paris and London”, seu livro de estréia, trata desse período de pobreza.
Voltando à Inglaterra passou a colaborar ativamente na imprensa socialista. O segundo livro que publicou foi “Burmese Days”, um romance antiimperialista. Trabalhou numa livraria, como professor e jornalista, e ganhando apenas o suficiente para sobreviver durante a conturbada década de 30.
Antes de ir combater na Guerra Civil Espanhola, ao lado dos republicanos, no final de 1936, já havia escrito três outros livros, - “A Clergyman’s Daughter”, “Keep the Aspidistra Flyng” “The Road to Wigan Píer”. Foi gravemente ferido na Espanha, onde lutou em uma milícia do POUM (Partido Operário de Unificação Marxista, de tendência próxima ao trotskismo). – note o quanto Orwell era um sujeito inquieto - Sua experiência neste país foi decisiva para sua “conversão” ao socialismo democrático.
As atividades de Orwell sempre incluíram a produção de ensaios e artigos jornalísticos, mas fama e fortuna literária só vieram depois da Segunda Guerra, com a publicação de “Animal Farm” (A Revolução dos Bichos), o livro que me apresentou Orwell. No fim morreu tuberculoso em janeiro de 1950, pouco depois de lançar “1984” – outro livro que pretendo ler.
Amigo leitor, esta pequena biografia, quase a totalidade desta postagem (quase), eu encontrei na edição de A Revolução dos Bichos, da Editora Globo. A tradução é de Heitor Ferreira. Bem, é isso. Quem não conhecia conheceu, e quem conhecia recordou.
*
Foto de George Orwell; fonte Wikipedia.

18 comentários:

  1. Obrigado pela visita e é isso ai lesão não é mole, mas eu tabém não sou muito de carnaval mas adoro os dias de folga hehehehehe.

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  2. E não é que gostou mesmo do George?
    Ele é relmente fascinante! Mas... ainda gosto mais do incrível Gabriel García Marquez. E tenho uma paixonite pelo gênio Saramago também.
    Eles mudaram o meu olhar, me fizeram pensar, encheram a minha cabeça, me enriqueceram.
    Sou mais que fã. Sou grata!

    Abraço

    Carol que não tem nem cachorro de pelúcia! heheheeh!

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  3. Meu amigo Leandro, nem a folga eu terei para adorar. Estarei de plantão de fisio, mas mesmo assim não praguejo contra o ofício. E quanto ao tornozelo “ei de restabelecer sem perder a mobilidade”. (sorrio). Abraço!

    Maria Caroline minha doce amiga, gostei sim (sorrio). “Cem Anos de Solidão” está entre os meus preferidos de todos os tempos. Me encantei com o realismo fantástico. Até comprei o “O Amor Nos Tempos do Cólera”, mas ainda não pude ler. Quanto ao Saramago ele ainda é para mim o homem que admiro pela história de mecânico a Nobel de literatura, mas o livro “História do Cerco de Lisboa” está também intocado em minha estante. O tempo me tritura, mas eu tenho me saído bem, bem triturado, mas bem (sorrio).
    Alegro-me muito em lhe ver aqui; tenha um ótimo dia. Abraço!

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  4. A foto não abriu pra mim, mas td bem, eu fui no post de baixo lembrar do rosto dele! rsrs

    Muito lega! Pra quem ouve falar do livro (me incluo nessa) nem imagina a história do cara por trás dele. Adorei! =]

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  5. Olá Jefh, desculpa a demora na resposta...andei meio ocupado...

    Cara, adorei o blog, temática interessante...e sim, prefiro pessoas diretas, assim o assunto não sai do caminho proposto...

    Abração e até mais...

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  6. Quem ?
    Um visionário e dos melhores!
    Grata pela aula.

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  7. Oiiiê... tdo bem, neh...
    Brigadu pelo carinho de sempree
    Bjo grande pra ti
    E um fds maravilhoso!
    =D

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  8. Amizade, amor, saudade vão sair num bloco só.
    Vistam suas fantasias e colem no papel.
    O Brasil todo vai ser um bloco na mesma sintonia
    no mesmo céu.

    Carnaval vai ser o encanto anunciado e letrado
    na palavra em sol maior.


    Yara Corrêa Picardo


    Bom Carnaval.......Beijos!

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  9. Sem palavras... tudo de muito bom... Parabéns. Vou ficar por aki... Bjitos... volto depois e quero ler tudoooo... Vou virar sua seguidora...

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  10. Que bom que gostou, Carol! Tente novamente e a foto abrirá. As vezes acontece de não abrir. E as fotos são de pessoas diferentes. Espero que volte e veja. Quero que conheça meu amigo. Abraço.

    Kim, sei como é; o tempo voa. Que bom que gostou, espero que assim retorne. Forte abraço e até!

    “b”, o cara é mesmo fantástico! E sou eu quem agradece por sua atenção. Abraço!

    Bia, bom fds para você também, e quem agradece sou eu. Abraço!

    Yara, obrigado! Um bom feriado para você também. Tudo de bom!

    Riff, eu espero que volte mesmo. E se ler comente, pois só me fio nos que comentam (sorrio). Abraço!

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  11. Obrigada pela visita em meu blog!!!
    Sabe, estou com umas idéias em termos de livros, e vou te contar assim que eu pensar em tudo. Um abraço!
    Luciana

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  12. Luciana, sou eu quem lhe agradece pela atenção. E quando tiver pronta a sua idéia de livros venha me dizer, por favor, (sorrio). Abraço!

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  13. Obrigado, Paulo! Fico feliz que tenha gostado. Abraço!

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  14. Olá, Jefh.
    Como sabe, no meu blog há um link para o teu e hoje cliquei nele novamente.
    Tudo bem?
    Sou fã do nosso amigo Blair, A Revolução dos Bichos mudou a minha vida. Li pela primeira vez na escola, quando era muleque. Então resolvi pesquisar as figuras de linguagens, das quais também me tornei fã.
    Parabéns pela referência a um autor que nos mostra, numa fábula, uma verdade inconveniente: todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros.
    E o jogo de baralho entre os homens e os porcos, ao final do livro, é triste:
    "As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornará impossível distinguir quem era homem, quem era porco."
    Grande abraço e lembrança a todos,
    Rubens

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  15. Rubens?! Satisfação vê-lo por aqui, amigo! Blair é o cara. Vim a ler A Revolução dos Bichos apenas agora; minha escola não me ofereceu este desfrute. Mas antes ler tarde que ler jamais.
    Ótima citação do trecho, amigo. Homens e porcos, porcos e homens; quando chafurdam a mesma lama são indistinguíveis.
    Apareça mais vezes. Apreciei muito o seu comentário.
    Lembranças dadas aos meus, e abraços para vocês!

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  16. Falando com franqueza,eu ñ conhecia.Mas eu gostei.
    Agora vontade de ir para Londres,eu ñ tenho ñ.
    Mal conheço o meu país e além do mais, ñ ando com muita cabeça para me atualizar,acabei de terminar a faculdade, acho que meu cérebro precisa de um descanso.Eu terminei duas,uma atrás da outra,vc tem noção de como andam os meus neuronios? rsrsrsrsr
    Beijokas.

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  17. Cansados, porém muito ativos. Abraço e sorriso, ou sorriso e abraço!

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