segunda-feira, novembro 02, 2009

Lua dos mortos / Sol dos viventes






Quando a luta termina,
O sonho espira.
As forças de Morfeu se aniquilam;
A lua já não alumia,
E o sol brilha;
Morre noite / Nasce dia

Sol que se ergue,
Queima o dia imberbe,
Aquece e abrasa a pele;
Faz-nos molhar feito em febre.
Resplandece como se eterno.
Pobre dia que lento esvai e sequer percebe!

Sol resplandecente,
Servo de Apolo;
Eia! Eia!
Queima, Faetonte, tolo ardente!
Rompendo a alvorada da vaidade;
Deite-se, em fim, atrás da linha imaginária.

Eis as trevas!
Lentamente engole o dia ex-ardente;
Terror noturno,
Solidão latente.
Lua fria a espreitar a vida;
Fria a noite do dia que agoniza.

Venha lua solitária;
Serva de Plutão,
Sirva solidão,
Cubra com escuridão;
Em bandeja negra de imensidão.

Ainda que velha e farta de vida,
Triste é a noite que finda!
Vomita de vagarinho o sol nascente;
Que caminha sobre a gente,
Caminha,
E morre novamente.

“Por Jefhcardoso: aí está minha singela homenagem nesta data em que dedicamo-nos a refletir sobre as nossas mais profundas saudades. Que Jesus Cristo conforte todos os corações nostálgicos! É meu mais sincero desejo.”

4 Comentários:

Blogger Felipe de Paiva disse...

Senhoras e senhores, já saiu a primeira tirinha de novembro no ZEZITO. Acessem! zehcalote.wordpress.com
Abraços
Ps.: Fiz uma citação sua no meu blog, se você não se importa.

3 de novembro de 2009 19:20  
Blogger jefhcardoso disse...

Mais do que me abster de importar-me, senti-me homenageado, amigo. Obrigado por citar-me ao rodapé de texto de tamanha qualidade. Parabéns!

4 de novembro de 2009 05:35  
Blogger Guilherme disse...

Ei!

Sou amigo de infância do Felipe aí em cima, vi seu link pelo "blog" (rarara) dele.

Dei uma passada de olhos por aqui e gostei do que vi.

Não gostava muito de poesia até uns tempos atrás, sendo que agora o mais certo a dizer é que simplesmente não a conhecia ainda.

Bem legal!

4 de novembro de 2009 10:45  
Blogger jefhcardoso disse...

Guilherme, obrigado por sua visita! Se é amigo do Felipe, é amigo meu também (sorriso). Volte sempre. Tenho além das poesias algumas crônicas e uns continhos. Vá passando os olhos, vá passando.
Abraço!

4 de novembro de 2009 14:08  

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