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domingo, setembro 13, 2009

CARTAS A TAS (45 de 60) "UM SONHO DE SABEDORIA - PARTE I de III"


Ituverava, 13 de setembro de 2009.

Tás, certa vez sonhei ser meu nome J. Homem Comum. Esse era meu nome de batismo. De algum modo eu sabia que era uma homenagem a meu pai, que teria sido um grande Comum.

Descendia eu de uma longa linhagem, talvez, se fosse levada ao início minha genealogia, encontraria como primeiro antepassado Comum um avô Adão, que fora caseiro no Sítio Paraíso.


Lá, neste sonho, estava em minha humilde rotina, quando tomei conhecimento da oportunidade de provar um gole do cálice da sabedoria.


Meu sono tornou-se agitado. Em meio ao tumulto onírico vi meu oráculo pessoal, onde lia: “Encontre as quatro frases do enigma e prove um gole do cálice da sabedoria.”.


Naquele momento, em posse das coordenadas, eu partia. Era um amanhecer. Seguia para a cidade de Ribeirão Preto. No caminho, pensava: “em caso de derrota, serei devorado como que pela esfinge?, mas se vencer, passarei pela fantástica metamorfose indo de Comum à grande sábio?; que sonho, que aventura!”


Em Ribeirão Preto, surgi diante do imponente Teatro Pedro II, ao qual jamais havia adentrado. Da porta principal, avistei um corredor que dava numa sala pouco iluminada, onde um homem de seus 45 anos, sob a luz de uma lamparina, escrevia muito compenetrado. Conforme ele movia sua pena vários decretos pairavam. Pigarreei, o homem ergueu os olhos disse-me: _Pois não, veio pelo desafio?


Com um leve aceno de cabeça respondi positivamente. Ele então concluiu: _Seja bem vindo! Meu nome é Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo, porém, meus amigos me chamam simplesmente de Magnânimo. E trago a primeira frase que busca para ser sábio, a qual, na verdade, instintivamente já traz consigo.


Certo que era visível meu espanto. Então ele concluiu: _Não se espante, amigo, é algo muito simples; “o homem é capaz de vencer a ignorância com iniciativa”. Apertando minha mão, o Magnânimo despediu-se: _Parabéns! Boa viagem até a Goiás da poetisa, que é para onde deve ir imediatamente.


Despediu-se num largo sorriso. Logo me vi descendo até a rodoviária e iniciei a longa viagem; nove horas até Goiânia e mais três até a histórica Goiás Velho, o que no sonho não levei mais tempo que o equivalente a uma virada de página de um bom livro para percorrer. Lá chegando...

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